16 April, 2009

Jogo do Campeonato Romeno termina em porrada

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Na última rodada do Campeonato Romeno de Rugby, uma pancadaria épica mandou o cavalheirismo intrínseco do rugby para o diabo! O pau rolou solto no jogo entre Farul Constanta e Dinamo Bucareste, e a partida foi encerrada aos 6 minutos do primeiro tempo, quando o Dinamo vencia pelo placar de 3 a 0. Ao todo, 9 jogadores foram suspensos pelo restante da competição.

A Federação Romena decidiu declarar o Dinamo como vencedor do jogo. Apesar disso, a decisão muda pouca coisa no campeonato, já que ambas equipes estão classificadas para os playoffs finais.

O estopim da briga parece ter sido uma bordoada do scrum-half do Dinamo no pilar do Farul. Depois disso, a pancadaria foi generalizada, e envolveu tanto forwards quanto backs.

Na Geórgia, país rival da Romênia no Campeonato Europeu (competição que classifica para a Copa do Mundo), torcedores mais exaltados afirmam que a briga foi um ataque covarde aos jogadores georgianos do Farul, que parecem ter levado a maior parte dos socos e pontapés distribuidos pelos atletas do Dinamo.

Acompanhe abaixo como foi a rosca (Farul é o time branco, Dinamo é o time vermelho):



Algumas considerações:

1) O fullback do Farul teve a presença de espírito de jogar a bola na cabeça de um jogador adversário (2:14), atitude que DROPOUT considera obrigatória em qualquer briga esportiva

2) Esse número 5 do Farul é o maior fracasso da briga. Observe sua risível investida em 3:55, para depois aparecer em 6:25 com aquela hilariante faixa de problema dentário.

3) Nossa equipe de surdos romenos assegura que, em 5:25, é bastante claro que o árbitro diz: “No momento tu estás putesco da cara, mas deves considerar que eu também estou muito putesco de ter que apitar este jogo do cacete.”

6 September, 2008

Delírio rastafari


A IRB divulgou recentemente a lista dos países que se candidataram para sediar as Copas de 2015 e 2019. Ao todo, dez federações manifestaram o desejo de trazer o evento máximo do rugby mundial para seus países.

Como era esperado, várias nações do gueto submeteram candidaturas, como Austrália, África do Sul, Inglaterra, Escócia, Irlanda, País de Gales e Itália. Todas concorrem contra o favorito Japão, que já teve sua chance de sediar uma Copa confiscada na base do carteiraço pela Nova Zelândia. O país da Oceania sediará o próximo Mundial do esporte, em 2011.

Além dessas 8 nações monótonas e suas candidaturas-chavão, dois países submeteram candidaturas pra lá de eletrizantes e tresloucadas: o primeiro é a Rússia. A nação que se espalhou como uma enorme mancha de azeite pela Eurásia ao longo de mais de mil anos de história quer aproveitar a recente onda de crescimento econômico, financiada por magnatas suspeitos, para trazer a Copa de rugby ao seu país. A Rússia, apesar de obter pouco destaque no rugby internacional, não é um país neófito no esporte: ocupa a 18a. posição no ranking da IRB e quase classificou-se para a última Copa, perdendo a última vaga para Portugal.

Porém, a candidatura mais maconheira de todas foi a da Jamaica. O país caribenho atualmente é o 85o. no ranking da IRB e não tem tradição alguma no rugby, tampouco estádios. Somente com muita liberdade e marofa pra dentro da cabeça para conceber tal idéia, que mais parece aquela da candidatura de Suriname para a Copa de 2014.

Justamente por esse motivo, DROPOUT apoiará fervorosamente a candidatura da Jamaica para a Copa de 2015 2019. O país que deu ao mundo os corredores Usain Bolt e Asafa Powell certamente presenteará o rugby mundial com velocíssimos pontas, prontos para estraçalharem as defesas dos enfadonhos selecionados europeus! Além disso, organização, estádios e retorno financeiro são coisas com o qual não devemos nos preocupar, pois com a bênção de Jah, tudo vai ficar bem!

Chegou a hora do Leão de Judah rugir mais alto! Apoie a causa jamaicana você também!

CORREÇÃO 11/09: A Jamaica candidatou-se para sediar a Copa de 2019 apenas, e não a de 2015.

11 July, 2008

All Blacks têm scrum-half paisagista.


O rapaz aí em cima é Andy Ellis, scrum-half titular dos Tudo-Preto para o Tri Nations 2008. Ellis tem 24 anos e era apenas a terceira opção para vestir a camisa 9 neo-zelandesa. Porém, com a aposentadoria internacional de Byron Kelleher e a lesão de Brendon Leonard, ganhou a titularidade para o torneio.

Ellis afirma que jogava rugby apenas porque gostava, e estava disposto a seguir carreira trabalhando com paisagismo, curso que estudou durante 3 anos na universidade. Não considerava a opção de ser jogador profissional, até receber uma proposta para disputar o Campeonato Neo-Zelandês de Províncias. Daí para o Super 14 foi pouco tempo: logo tornou-se o titular do Crusaders, e ajudou sua equipe a conquistar o prestigiado torneio na edição deste ano.

Isso é uma particularidade muito interessante do rugby. É como o jogador da seleção inglesa Joe Worsley, o qual recentemente afirmou que cultivar flores e tocar piano são seus maiores hobbies. Nada errado nisso, até porque no rugby a idéia de que o jogador não precisa arrotar num banquete presidencial para ser viril e raçudo já é compreendida por todos.

Andy Ellis e os All Blacks enfrentam a África do Sul neste sábado, as 4:35 da manhã. Quem estiver chegando em casa após aquele porre maroto na balada, poderá acompanhar o jogo acessando este site minutos antes da partida começar.

27 November, 2007

Maluco invade jogo de rugby e mata seis

A manchete aí de cima é só pra chamar atenção. Para a decepção de todos, esse post não irá narrar um terrível banho de sangue. Na cobertura que realizei sobre a Copa da França, mencionei que um bobalhão invadiu o campo na final entre África do Sul e Inglaterra, avacalhando geral. Na época, não existiam vídeos disponíveis na rede sobre o incidente (e eu também não sabia como postá-los num blog). Recentemente, encontrei um registro dessa imbecil cena naquele famoso site de vídeos, o Entube. Normalmente, não daria cartaz para esses mangolãos (plural de mangolão é mangolões ou mangolãos?). No entanto, a cena possui um inegável potencial hilariante. Por isso, resolvi abrir uma exceção. Acompanhe abaixo a palhaçada:


4 November, 2007

Atletas porcos irritam pais com dificuldades de educar filhos

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Uma campanha publicitária estrelada por um Tudo-Preto está causando polêmica na Nova Zelândia. Criada pela agência Colenso BBDO e solicitada pela New Zealand Dairy Foods, a propaganda mostra o astro dos All Blacks Leon McDonald bebendo um leitinho direto do gargalo (foto). Um pai zeloso e com óbvias dificuldades para educar seus filhos reclamou para o órgão fiscalizador da publicidade naquele país que “tenta ensinar seus filhos a não beberem leite direto da garrafa, e agora vem o pessoal do time de rugby e bebe leite direto da garrafa”. A entidade ignorou o pedido.

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No fundo, ele tem razão: beber leite no gargalo, além de ser anti-higiênico, azeda. Mas, por Deus, eu não quero viver em um planeta onde as crianças são educadas por peças publicitárias. Dá um tapanosbeiço do guri, diz que “jogador de rugby é tudo porco” e tá resolvido.

Há um seleto grupo de países onde as liberdades individuais dos cidadãos são tão respeitadas que até esse tipo de frescura vira notícia. A propósito, o Brasil não faz parte desse grupo.

2 November, 2007

Rugby + Futebol Americano = Carniça

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Um dos motivos que impedem a popularização do rugby no Brasil é a sua semelhança com o tenebroso futebol americano, esporte que provoca náuseas em qualquer pessoa sensata. Mesmo com todo o poderio econômico dos nossos supergordos vizinhos de continente, ninguém até hoje conseguiu levar o modelo yank do futebol para fora dos EUA. Talvez seja porque todos os filmes norte-americanos mostrem os praticantes do esporte como cretinos incivilizados que gostam de mostrar a bunda. Talvez seja porque o esporte em questão é chato pra cacete. Não sabemos. O fato é que, sem um superego colossal para elevar os envolvidos no esporte ao status de semideuses, fica realmente difícil apreciar um jogo que pára a cada cinco segundos. Dessa forma, o rugby acaba sendo injustiçado pelo formato da sua bola, visto que as semelhanças com o jogo dos americanos são mínimas, hoje em dia.

Entretanto, no último sábado, o time de futebol americano da Trinity University provou que o rugby é um esporte muito melhor que o futebol-de-capacete praticado naquele país. E por incrível que pareça, fizeram isso jogando futebol americano.

Em uma disputada partida contra o time de Millsaps, o Trinity perdia por 24 a 22 e só poderia vencer a partida com um touchdown, uma vez que a distância não permitia ao time visitante chutar em gol. Faltando dois segundos para o cronômetro estourar, a equipe em desvantagem mandou a bola para o quarterback, que deu um passe de 10 metros para o jogador Shawn Thompson. (Para quem não sabe, o quarterback é o cara que faz tudo no jogo de futebol americano, tornando todos os outros jogadores inúteis).

Até aí, tudo bem. Era apenas mais uma enfadonha jogada daquele esporte. Foi quando o jogador Shawn Thompson deu início a uma série de quinze passes para trás (chamados “laterals”), que culminaram em um touchdown de Riley Curry, quase um minuto após o cronômetro zerar. Como no futebol americano o jogo só acaba quando a jogada pára, e só há limite de passes para frente, a jogada foi considerada legal. Não seria um equívoco dizer que o Trinity venceu a partida jogando rugby.

Abaixo, disponibilizo o vídeo para vocês. Recomendo que baixem o volume de seus alto-falantes, pois os narradores fazem um estardalhaço que é de fazer Galvão Bueno corar as bochechas. Nos EUA, dirão que foi o entusiasmo de ver uma jogada altamente improvável dar certo. No entanto, estou apostando que foi a surpresa de ver uma jogada durar mais de vinte segundos.

Enquanto o lance era manchete dos principais noticiários americanos, apreciadores de rugby apenas olhavam com um sorrisinho no canto da boca, como quem vê o irmão menor descobrir o rock n’ roll…
























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