16 September, 2008

Pra variar, Nova Zelândia vence o Tri Nations!


E deu All Blacks de novo! A Nova Zelândia faturou o seu 9o. título em 13 edições do Tri Nations, vencendo a Austrália, na casa do adversário, por 28 a 24. Com a vitória, o time neo-zelandês também manteve a posse da Bledisloe Cup pela 6a. vez consecutiva desde 2003.

Os Tudo-Preto começaram a partida abrindo 7 a 0 no marcador, com um try do fullback Mils Muliaina e uma conversão de Dan Carter. Em seguida, o australiano Matt Giteau encaçapou um pênalti e cortou a vantagem neo-zelandesa para quatro pontos.

Porém, foi no segundo tempo que a maior parte da ação aconteceu. Um try de Adam Ashley Cooper, logo no primeiro minuto da etapa final, colocou os Cangurotes à frente no marcador. Em seguida, uma bela jogada de Matt Giteau resultou em um try de James Horwill, ampliando a vantagem australiana para 17 a 7. Reação fulminante dos Wallabies, que não impediu um tremendo apagão logo em seguida. Após uma série de vacilos, os Criminosos viram o pretume tomar conta do campo, tanto no sentido figurado como no literal.

A virada neo-zelandesa começou logo aos 9 minutos do segundo tempo. Os All Blacks tomaram a bola dos australianos no meio do campo e encaixaram um rápido contra-ataque, que culminou em um try do sempre surpreendente Tony “Pinto de Pau” Woodcock. Definitivamente, Toninho Carvalho é jogador de decisão, e especializou-se em marcar tries de grande relevância no torneio, o que é um feito considerável para quem joga de pilar.

A vantagem australiana baixou de 10 pontos para apenas 3, mas dois tries neo-zelandeses (Piri Weepu e Dan Carter) arruinaram as chances dos Criminosos de afanarem o troféu do Tri Nations. Quando tudo parecia estar perdido, o centro australiano Ryan Cross deu um fiapo de esperança para os Wallabies, marcando um try. Faltando dois minutos para o final, os All Blacks lideravam o placar por 28 a 24 e poderiam perder a partida, se os australianos marcassem um milagroso tryno último minuto. Porém, o coelho (ou seria wallaby?) não saiu da cartola, e a Nova Zelândia acabava de conquistar mais um título do Tri Nations.

Foi um ótimo torneio, com uma final emocionante (o que tem sido cada vez mais raro em finais de campeonatos, independente do esporte). O aspecto negativo talvez tenha sido o fraco desempenho da campeã mundial África do Sul, que poderia ter dado muito mais trabalho aos adversários. Quanto à Austrália, muitas críticas foram feitas ao time e ao treinador Robbie Deans, mas é notável a melhoria dos Criminosos, que poderiam ter saído campeões tranquilamente.

PLACAR

Austrália: 24
Tries: Adam Ashley Cooper, James Horwill, Ryan Cross
Conversões: Matt Giteau (3)
Pênalti: Matt Giteau

Nova Zelândia: 28
Tries: Mils Muliaina, Tony Woodcock, Piri Weepu, Dan Carter
Conversões: Dan Carter (4)

MELHORES MOMENTOS:



12 September, 2008

Grandes campeonatecos do rugby mundial! (Parte II)

Finalmente, a segunda parte da série sobre os campeonatecos mais importantes do rugby internacional. Hoje vamos ver os torneios disputados dentro do Tri Nations:

BLEDISLOE CUP
Quem disputa:
Austrália
Nova Zelândia



Este é o mais tradicional campeonateco de rugby do hemisfério sul, símbolo máximo da rivalidade entre os All Blacks e os Wallabies. O nome é uma homenagem a Lord Bledisloe, Governador-Geral da Nova Zelândia, que doou o troféu.

Foi disputado pela primeira vez em 1932 e até 1982 era disputado irregularmente, com intervalos que variavam de dois até oito anos entre cada disputa. A partir de 1996, com o advento do Tri Nations, a Bledisloe Cup passou a ser pleiteada dentro do próprio torneio, normalmente em uma melhor de 3 partidas (2 em ano de Copa).

A Nova Zelândia têm ampla vantagem no número de títulos: os All Blacks ergueram a taça 27 vezes, contra 12 dos Wallabies. Desde 2003, o troféu está em domínio neo-zelandês.

Neste ano, pela primeira vez desde 1962, o campeonateco será decidido em 4 partidas, com o quarto jogo disputado pela primeira vez fora dos dois países. O último confronto será realizado em Hong Kong, em mais uma daquelas tentativas de popularizar o rugby no continente asiático.

Muitos leitores já estão me chamando de mal informado, incompetente, corno e viado só porque falei há alguns posts que o vencedor da última partida do Tri Nations, entre Austrália e Nova Zelândia, levaria a Bledisloe Cup. Todavia, antes de me apedrejarem, saibam que o ruído na comunicação ocorreu até mesmo na imprensa especializada da Austrália, que deu exatamente a mesma barriga. E isso que não foi em blog, foi no Rugby Heaven!

UPDATE: A Bledisloe Cup será entregue no último jogo do Tri Nations somente se a Nova Zelândia vencer. Como os All Blacks ganharam a última edição do campeonateco, basta vencer dois confrontos de quatro para manter a taça.

FREEDOM CUP
Quem disputa:
Nova Zelândia
África do Sul



Um campeonateco entre Nova Zelândia e África do Sul seria uma ótima idéia, já que os dois países têm um histórico de rivalidade muito forte, que geralmente se estende para fora de campo. Desde a turnê dos Springboks pela Nova Zelândia em 1981, que resultou em quebra-pau generalizado pelas ruas do pacato país da Oceania, os confrontos entre os Springboks e os All Blacks costumam pegar fogo. (Observe que o episódio da turnê dos Springboks em 1981 e todas suas implicações políticas e sociais são assunto para um post em separado. Além disso, quando digo “quebra-pau” na Nova Zelândia, estou me referindo a um tipo mais leve de arrastão. Certamente algo que um brasileiro tiraria de letra…)

No entanto, como o campeonateco foi criado apenas em 2004, para ser um equivalente sul-africano da Bledisloe Cup, a disputa do troféu tem sido meramente decorativa, pois por mais que a intenção seja interessante, não há como cravejar décadas de rivalidade em uma troféu oportunista, inventado há pouco tempo.

A Nova Zelândia conquistou o troféu mais vezes: são 3 títulos dos All Blacks contra um dos Springboks, desde 2004, quando a primeira edição foi disputada. (Na foto, o capitão dos All Blacks, Richie McCaw, levanta o caneco.)

MANDELA CHALLENGE PLATE
Quem disputa:
Austrália
África do Sul



Outro campeonateco recente e de menor importância. Foi disputado pela primeira vez em 2000, com vitória da Austrália. Inicialmente, a intenção era disputá-lo a cada dois anos, mas desde 2005 funciona no mesmo modo da Bledisloe Cup: melhor de 3 partidas, dentro do Tri Nations.

A Austrália ganhou o prato esse ano, após ganhar 2 dos 3 jogos contra os Springboks no Tri Nations. Com essa vitória, foi o quarto título dos Wallabies desde que o campeonateco começou a ser disputado. Os Springboks somam duas conquistas.

(As fotos da Bledisloe Cup e do Mandela Challenge Plate foram obtidas no ótimo site da Australian Rugby Union, que tem foto de tudo quanto é troféu que os Wallabies ganharam até hoje. Ao contrário de outras federações que não estão nem aí para esses gloriosos troféuzitos, a ARU mantêm viva a memória dessa prataria esquecida e empoeirada!)

2 September, 2008

Tri Nations: África do Sul 53 x 8 Austrália


Os Wallabies embarcaram de volta para a Oceania com as calças na mão, escorraçados até as orelhas. Tomaram oito tries no lombo e ainda ficou barato. Isso prova que o sul-africano pode até levar desaforo para a casa, mas não deixa o desaforo lá por muito tempo. Abusou da boa vontade do cristão, toma bala! O pai da Charlize Theron que o diga!

O pessoal que foi ao estádio pedir a cabeça do técnico Peter de Villiers, gritando uma coisinha racista aqui e ali, se viu obrigado a aplaudir a impressionante performance da África do Sul. Foi a maior derrota da história dos Wallabies em confrontos contra os Springboks, e a primeira vez que um jogador marcou quatro tries em uma partida do Tri Nations. Jongi Nokwe (foto), ponta-esquerda que substituia Bryan Habana, saiu de campo aplaudido de pé, após lesionar-se marcando o quarto try. Isso sim é que é se lesionar em grande estilo!

A Austrália largou na frente com um penal de Matt Giteau. Depois, foi uma chuva de tries para a África do Sul. Aproveitando-se dos erros australianos, o segunda-linha Andries Bekker marcou os primeiros pontos para os Springboks. Em seguida, Jongi Nokwe, totalmente em chamas, fez o diabo na defesa australiana, marcando uma série de tries muito parecidos. A África do Sul foi para o intervalo liderando o placar por um imponente 27 a 3.

Após o quinto try sul-africano, e o quarto de Jongi Nokwe, a Austrália conseguiu seu try de honra com Drew Mitchell. No entanto, 3 tries sul-africanos (Ruan Pienaar, Adrian Jacobs e Odwa Ndungane) encerraram o massacre. O torcedor sul-africano certamente deixou o estádio perguntando-se em que planeta os Springboks estavam nos últimos 2 jogos. Mesmo com a má atuação da Austrália, é inegável que a África do Sul fez por merecer esse resultado, mais desigual que 42 anos de Apartheid. Seguramente, os Veados Faceiros poderiam ter feito muito mais no torneio.

A partida também marcou a aposentadoria internacional do excelente Percy Montgomery, que entra para a história como recordista de pontos e de partidas pela seleção sul-africana: nada menos que 102 jogos e 893 pontos ao todo, desde 1997, quando jogou sua primeira partida pelos Springboks.

Talvez o único aspecto negativo dessa extensa vitória da África do Sul é que agora a Austrália provavelmente irá toda cagada para o jogo decisivo contra a Nova Zelândia. Resta torcer para que os Wallabies deixem a derrota de lado e voltem a apresentar o mesmo nível de jogo que estavam apresentando até então.

A “final” do torneio é no próximo dia 13 de Setembro, no profundamente hediondo horário das 7:05 da manhã de sábado.

PLACAR:

África do Sul: 53
Tries: Andries Bekker, Jongi Nokwe (4), Adrian Jacobs, Ruan Pienaar, Odwa Ndungane
Conversões: Butch James (3), Percy Montgomery (2)
Pênalti: Butch James

Austrália: 8
Try: Drew Mitchell
Pênalti: Matt Giteau

MELHORES MOMENTOS:



(Gosto da forma como esse narrador berra efusivamente. É como o Galvão Bueno, só que bom)

CLASSIFICAÇÃO:

1. Nova Zelândia (14 Pontos, 5 Jogos, 3 Vitórias)
2. Austrália (13 Pontos, 5 Jogos, 3 Vitórias)
3. África do Sul (10 Pontos, 6 Jogos, 2 Vitórias)

29 August, 2008

Tri Nations: África do Sul 15 x 27 Austrália

Pane hidráulica na África do Sul, ao melhor estilo Rubinho Barrichello! Os Springboks sofreram mais uma derrota em casa, desta vez para a Austrália, pelo placar de 27 a 15. O jogo aconteceu no último sábado, mas DROPOUT vergonhosamente só documentou agora. Digo vergonhosamente, pois somos o blogby de rug mais atualizado do Brasil, e zelar por essa reputação é muito importante. Somos, quiçá, a publicação virtual sobre rugby mais atualizada do território nacional!

Com essa derrota, os Springboks estão matematicamente fora da briga pelo título do Tri Nations 2008. Apenas para piorar, terão que se contentar com um terceiro lugar. Em outras competições, um terceiro lugar seria motivo de glória, mas num torneio com 3 participantes como esse, é pra lá de embaraçoso. Ainda mais para a atual campeã mundial.

Seria possível dizer que o simpático treinador da África do Sul, Peter de Villiers, tem muito trabalho pela frente, não fosse uma iminente ameaça de demissão. O Lula Pereira do rugby liderou sua equipe em uma péssima campanha, com apenas uma vitória em cinco jogos. E isso que o time nem mudou tanto desde a última Copa (ao contrário de boas seleções como Argentina que se autodestruiram em 2008, e hoje não são nem sombra do que foram no último Mundial).

Enquanto isso, a múmia paralítica Robbie Deans está tendo um ótimo começo como treinador dos Wallabies. Independente do resultado de África do Sul x Austrália amanhã, a “grande final” do torneio será dia 13 de Setembro, em Brisbane. Austrália e Nova Zelândia farão a última e decisiva partida. Quem ganhar o confronto será o campeão, e de quebra, levará um dos campeonatecos mais importantes do rugby mundial, a Bledisloe Cup (falaremos mais sobre ela no segunda parte do post sobre os grandes campeonatecos do rugby).

PLACAR:

África do Sul: 15
Tries: Adrian Jacobs (2)
Pênalti: Butch James
Conversão: Percy Montgomery

Austrália: 27
Tries: Benn Robinson, Lote Tuqiri, Stirling Mortlock
Pênalti: Matt Giteau (2)
Conversão: Matt Giteau (3)

CLASSIFICAÇÃO:

1. Nova Zelândia (14 Pontos, 5 Jogos, 3 Vitórias)
2. Austrália (13 Pontos, 4 Jogos, 3 Vitórias)
3. África do Sul (5 Pontos, 5 Jogos, 1 Vitória)

MELHORES MOMENTOS:


17 August, 2008

Tri Nations: África do Sul 0 - 19 Nova Zelândia

Não adianta. Definitivamente a Nova Zelândia é o Brasil do rugby: quase nunca faz por merecer e tem uma equipe composta por um bando de cretinos. Mas quando põe vergonha na cara, é imbatível. Não somente massacraram os atuais campeões mundiais, como também não sofreram um mísero triponto. Com essa vergonhosa tryada em casa, os sul-africanos começam a ficar mais longe do título, faltando apenas dois jogos para encerrarem sua participação no torneio.

Apesar do placar extenso, a diferença só se acentuou no final da partida, pois até os 16 min. do segundo tempo a Nova Zelândia liderava o marcador por um modesto 5 a 0. A péssima pontaria dos batedores de ambas equipes contribuiu para o baixo placar. O neo-zelandês Dan Carter chutava com a mesma precisão de um cirurgião plástico sem registro médico, enquanto o sul-africano Percy Montogomery estava errando tudo em sua centésima partida pelos Springboks. Percy certamente sentiu aquela profunda melancolia que só os grandes sábios (e os grandes velhos) sentem quando fazem aniversário. Veja só a cara dele, de quem acabou de ver o filho homossexual ganhar um campeonato de patinação artística:


Após o retorno de Richie McCaw, os Tudo-Preto dão sinais de que finalmente acertaram a defesa. Mais uma vez, mostraram amplo domínio sobre o adversário nas disputas de bola: foram 26 turnovers para a África do Sul, contra apenas 12 da Nova Zelândia.

Os tries neo-zelandeses foram marcados por Conrad Smith, Dan Carter e Kevin Mealamu. O último try foi um dos mais idiotas do torneio até agora: o sul-africano Jean de Villiers deu um passe nas mãos de Meleamu, que seguiu livre até o ingoal. Acompanhe abaixo os melhores momentos:



Era isso. Na verdade, esse jogo não teve grandes momentos, até porque foi uma tremenda surra dos All Blacks, para a qual os Springboks ofereceram pouca resistência. Em breve, teremos o tão esperado post-olímpico-clichê, atendendo a pedidos. Enquanto isso, vou ali ver um atleta brasileiro chorar após perder uma medalha qualquer. Abraço a todos!

PLACAR:

África do Sul: 0

Nova Zelândia: 19
Tries: Conrad Smith, Dan Carter e Kevin Mealamu
Conversões: Dan Carter (2)

CLASSIFICAÇÃO:

1. Nova Zelândia (14 Pontos, 5 Jogos, 3 Vitórias)
2. Austrália (9 Pontos, 3 Jogos, 2 Vitórias)
3. África do Sul (5 Pontos, 4 Jogos, 1 Vitória)

5 August, 2008

Tri Nations: Nova Zelândia 39 - 10 Austrália

Os All Blacks finalmente acordaram no Tri Nations de 2008 e deram um notório pau na Austrália. Não só devolveram a derrota da semana passada, como também tiraram a desvantagem no saldo, aplicando um extenso 39 a 10 nos Wallabies.

Para os exigentes padrões neo-zelandeses, a apresentação dos All Blacks não chegou a ser brilhante. No entanto, os Tudo-Preto foram extremamente eficientes nos chutes e nos rucks, o que garantiu a vitória com facilidade. A partida também marcou o retorno do craque Richie McCaw aos Homens de Preto. O asa fez a diferença nas disputas de bola e mostrou porque foi um dos jogadores que mais fizeram falta do lado neo-zelandês, no início do torneio.

A Nova Zelândia marcou os dois primeiros tries da partida com o surpreendente Tony “Pinto de Pau” Woodcock. O pilar neo-zelandês mostrou oportunismo em duas jogadas relativamente simples, conseguindo o que no rugby é o equivalente a um tosco volante de contenção marcar dois gols em uma partida de futebol. No entanto, no segundo try de Woodcock, é importante ressaltar que o árbitro prejudicou os Wallabies cometendo um erro: o lineout que acabou dando origem ao try deveria ter sido cobrado pela Austrália, e não pela Nova Zelândia.

Com os trys de Woodcock, mais dois penais de Dan Carter, a Nova Zelândia abriu rapidamente uma vantagem de 15 pontos no marcador, liderando o placar por 18 a 3. A Austrália chegou a esboçar uma reação, com um bonito try do fullback Adam Ashley Cooper, que cortou a vantagem neo-zelandesa para 8 pontos.

Porém, os Wallabies afundaram-se de vez logo aos 5 minutos do 2o. tempo, quando o centro neo-zelandês Ma’a Nonu recebeu a bola após falha australiana e chegou ao ingoal tabelando com Sitiveni Sivivatu.

Os All Blacks seguiram no mesmo ritmo até o final partida, não dando oportunidades para a Austrália reagir. Já nos acréscimos, Ma’a Nonu conseguiu o ponto de bonificação para a sua equipe, marcando seu segundo try da partida e o quarto do time neo-zelandês. O try pareceu meio mandrake em um primeiro instante, mas o juíz de vídeo entendeu que a bola escapou das mãos de Nonu somente após o apoio. Com isso, a Nova Zelândia encerrou a partida com 39 a 10 no marcador, mais um precioso ponto extra na classificação do torneio.

O próximo jogo do Tri Nations será só daqui a duas semanas. No próximo sábado, a África do Sul recebe a Argentina em Johannesburgo para um test supimpa, que DROPOUT provavelmente não irá cobrir. A partida será uma boa antecipação do que possivelmente irá se repetir no Tri Nations a partir de 2010, já que tudo indica que os Pumas entrarão no torneio em breve.

PLACAR:

Nova Zelândia: 39
Tries: Tony Woodcock (2), Ma’a Nonu (2)
Conversões: Dan Carter (2)
Pênaltis: Dan Carter (5)

Austrália: 10
Try: Adam Ashley-Cooper
Conversão: Matt Giteau
Pênalti: Matt Giteau

CLASSIFICAÇÃO:

1. Nova Zelândia (10 Pontos, 4 Jogos, 2 Vitórias)
2. Austrália (9 Pontos, 3 Jogos, 2 Vitórias)
3. África do Sul (5 Pontos, 3 Jogos, 1 Vitória)

MELHORES MOMENTOS:



28 July, 2008

Tri Nations: Austrália 34 - 19 Nova Zelândia

Em atuação inspirada, a Austrália amassou a Nova Zelândia por 34 a 19. Os Tudo-Preto sofreram uma dura derrota com direito a ponto de bonificação para os adversários, que marcaram quatro tries na partida. Com a vitória, os australianos assumem a liderança do Tri Nations com um jogo a menos que os adversários, e mostram que têm rugby para vencerem o torneio.

O técnico dos All Blacks, Graham Henry, está com a corda no pescoço, pois já é a segunda derrota que acumula jogando um rugby bastante vagabundo. Do outro lado, o neo-zelandês Robbie Deans protagoniza uma trairagem de alto estilo, liderando os Wallabies em sua quinta vitória consecutiva, desde que assumiu o comando técnico da seleção australiana.

Apesar da grande vantagem de pontos, o jogo não foi fácil para a Austrália, que chegou a estar perdendo por 19 a 17 no início do segundo tempo. De fato, a partida parecia estar em aberto durante a maior parte do jogo, e foi apenas na segunda metade da etapa final que os All Blacks abriram a porteira para os Wallabies. Um estouro de cangurus nanicos rumando em liberdade para o ingoal adversário desnorteou os All Blacks, que sequer pensaram em cometer um crime ambiental, exterminando os lépidos cangurotes com uma feroz marcação. Ao invés disso, os Tudo-Preto assistiram a sua vantagem de 2 pontos transformar-se em uma desvantagem de 15 pontos em pouco tempo, o que garantiu à Austrália apenas a sua segunda maior vitória sobre a Nova Zelândia na história do esporte. É amigo, rugby é 15 contra 15. Não tem vencendor antes do ovo rolar! É preciso respeitar o rugby australiano, amigo!

Os Wallabies abriram o placar com um penal de Matt Giteau, que fez excelente partida e não errou nenhum chute. Logo em seguida, marcaram o primeiro tento do jogo (tradução literal de try = tento), com Ryan Cross. Quando o placar estava 10 a 0 para os Wallabies, a Nova Zelândia reduziu a vantagem australiana em cinco pontos, com um try do fullback Mils Muliaina. A Austrália respondeu em seguida com um tryzaço de Peter Hynes, após excelente jogada de Adam Ashley Cooper e Lote Tuqiri. Antes do primeiro tempo terminar, a Nova Zelândia novamente cortou a diferença para 5 pontos, com um try de Andrew Hore. Os Wallabies foram para o intervalo liderando a partida por 17 a 12.

No segundo tempo, nosso amigo paisagista Andy Ellis marcou um try e colocou os All Blacks em vantagem pela primeira vez na partida, o que não durou muito. Em seguida, a Austrália marcou com… ah, foram sete tries ao todo, cacete. Não vou ficar aqui narrando um por um. Acompanhe abaixo como foi:



O que chamou muita atenção nesse jogo foi o ritmo totalmente louco que as duas equipes apresentaram. As paralisações eram poucas, e as infrações dificilmente resultavam em pênaltis. O árbitro Craig Joubert resolveu marcar uma quantidade muito maior de free kicks (um tipo de penalidade mais leve, que normalmente é cobrada em seguida, não resultando em chutes à gol e lineouts), o que garantiu uma fluidez muito maior ao confronto. Como não sei ao certo todos os 238 incisos que compõem a regra do ruck, não saberia precisar se o juíz agiu corretamente. Só sei que foi sensacional ver um jogo em que os atletas não tiraram o pé do acelerador em nenhum momento, e que foi decidido principalmente por jogadores marcando tries, ao invés de árbitros marcando pênaltis. Também é importante lembrar que as novas regras contribuiram para a intensidade da partida, e começam a dar sinais de que vieram mesmo para ficar. Toma essa no rabo, Hemisfério Norte!

Quem quiser arrastar um amigo leigo para o fascinante e obscuro mundo do rugby, deveria dar um jeito de conseguir a gravação desse jogo e mostrá-lo na íntegra para o camarada. Impossível não ter uma impressão positiva sobre o esporte com tamanho partidaço. Haja coração, amigo!

PLACAR:

Austrália: 34
Tries: Ryan Cross, Peter Hynes, Rocky Elsom, James Horwill
Conversões: Matt Giteau (4)
Pênalti: Matt Giteau
Drop Goal: Matt Giteau

Nova Zelândia: 19
Tries: Mils Muliaina, Andrew Hore, Andrew Ellis
Conversões: Dan Carter (2)

CLASSIFICAÇÃO:

1. Austrália ( 9 Pontos, 2 Jogos, 2 Vitórias)
2. Nova Zelândia (5 Pontos, 3 Jogos, 1 Vitória)
3. África do Sul (5 Pontos, 3 Jogos, 1 Vitória)

PRÓXIMOS JOGOS:

02/08 - Nova Zelândia x Austrália - 4:35
16/08 - África do Sul x Nova Zelândia - 10:05
23/08 - África do Sul x Austrália - 10:05
30/08 - África do Sul x Austrália - 10:05
13/09 - Austrália x Nova Zelândia - 7:05

Obs: Horário de Brasília

19 July, 2008

Tri Nations: Austrália 16 - 9 África do Sul


A África do Sul não conseguiu homenagear o Tio Nelson um dia após seu aniversário de 90 anos. Os Springboks foram derrotados pela Austrália em Perth por 16 a 9.

Não poderia ser uma hora pior para ser derrotado pela Austrália, já que essa foi a primeira das 3 partidas que decidem o vencedor do Mandela Challenge Plate, um torneio dentro do Tri Nations, disputado entre o selecionado da Terra dos Cangurus e o selecionado da Terra da Copa de 2014. O torneio não é levado muito a sério, mas essas coincidências não deixam de ser um desaforo para o Mandelão. (Falarei mais sobre esses torneios de menor importância disputados por duas seleções em um post futuro).

Os Veados Saltitantes abriram o marcador com um penal de François Steyn. Porém, o primeiro try foi marcado pela Austrália aos 32 minutos de jogo. Após uma cobrança de lineout, uma rápida troca de passes dos backs australianos deixou Lote Tuqiri livre para penetrar no ingoal adversário. Tuqiri é um dos jogadores mais velozes do rugby mundial, junto com Bryan Habana.

Logo em seguida, Matt Giteau errou a conversão, mas os Cangurus Baixotes foram para o intervalo de jogo liderando a partida por um anoréxico 5 a 3.

No segundo tempo, a Austrália manteve a mesma organização e ampliou a vantagem para 10 a 3, com um belo try do capitão Stirling Mortlock, logo aos 6 minutos da etapa final. O careca foi até a linha de try carregando 3 adversários nas costas. Depois disso, um penal convertido pelos Wallabies e dois pelos Springboks deixou o placar em 13 a 9.

No final da partida, a África do Sul chegou a esboçar uma reação, pressionando a Austrália com maior intensidade, mas o centro australiano Berrick Barnes acabou com as esperanças dos Springboks acertando um drop goal no último minuto de jogo.

Ao longo da semana, houve especulação dos dois lados de que a África do Sul poderia apresentar uma queda de rendimento no seu eficiente lineout, com o desfalque do hooker titular Bismarck “O Unificador” du Plessis. No entanto, os Springboks foram sólidos nas formações fixas, tendo perdido o jogo principalmente nos rucks.

Para a África do Sul, a tabela do torneio não deixa de ser motivo de reclamação, já que jogaram as primeiras 3 partidas fora de casa, sendo que duas delas foram confrontos muito desgastantes contra os All Blacks.

No próximo sábado, a Austrália receberá a Nova Zelândia em Sydney, tentando assumir a liderança do torneio

AUSTRÁLIA: 16
Tries: Lote Tuqiri, Stirling Mortlock
Pênalti: Matt Giteau
Drop Goal: Berrick Barnes

ÁFRICA DO SUL: 9
Pênaltis: François Steyn (2), Butch James

CLASSIFICAÇÃO:
Nova Zelândia (5 Pontos, 2 Jogos)
África do Sul (5 Pontos, 3 Jogos)
Austrália (4 Pontos, 1 Jogo)

MELHORES MOMENTOS:

























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