22 May, 2009

Definidos os semifinalistas do Super 14

Já estão definidos os semifinalistas do Super 14, este torneio que aproxima as superpotências do hemisfério sul na base do jet lag.

Antes da última rodada, sete times ainda estavam na briga pelas 4 vagas das semifinais: dois sul-africanos (Bulls e Sharks), 3 neo-zelandeses (Chiefs, Crusaders e Hurricanes) e dois australianos (Brumbies e Waratahs)

O jogo da rodada foi definitivamente Sharks e Bulls em Durban. Apesar de estar virtualmente classificado, o Bulls precisava da vitória para conseguir jogar a semifinal em casa. O Sharks, time que tem a sua base no Natal Sharks, campeão da Currie Cup, precisava de uma vitória com ponto de bonificação para continuar sonhando com a vaga. O time da casa conseguiu os quatro tries e o ponto extra, em jogo que teve até conversão cobrada às pressas, como se fosse um drop goal. No entanto, quem conquistou a vaga e a vitória foram os Bulls, que venceram por 27 a 26.

Nos outros jogos da rodada, o Chiefs, que liderava o Super 14 até então, venceu o Brumbies por 10 a 7 e também se classificou. Porém, os neo-zelandeses perderam a primeira posição para os Bulls e poderão jogar a final fora de casa, se os sul-africanos vencerem a semifinal.

O adversário do Chiefs na semifinal é o Hurricanes, que venceu o vice-lanterna Reds por 37 a 28.

Em Auckland, o atual campeão Crusaders fez o suficiente para garantir a última vaga da semifinal, derrotado o Blues por 15 a 13.

O futuro do Super 14 chegou a estar ameaçado diversas vezes durante este ano. Muitas discussões acaloradas ocorreram entre sul-africanos e australásios (só neste blog você encontra o gentílico para as pessoas nascidas na Austrália + Nova Zelândia!). Por um momento, chegou a cogitar-se a saída dos sul-africanos do torneio, o que poderia acabar com o campeonato de vez.

O motivo do desentendimento recaiu sobre o problema de sempre: as distâncias literalmente oceânicas que os clubes são obrigados a viajar toda vez que enfrentam equipes de outros países fora de casa. Obviamente, a corda arrebentou do lado mais longíquo, para quem mora do outro lado do planeta. Em outras palavras, arrebentou do lado sul-africano.

Apesar disso, na última semana a SANZAR finalmente chegou um acordo que não só garante o futuro do campeonato, como também muda a fórmula da competição e acrescenta mais uma equipe da Austrália! Com isso, o torneio passará a ter nome de produto da Telefônica!

A expectativa é de que, agora, os 14 times atuais mais o novato australiano formarão 3 conferências distintas, uma para cada país. Cada conferência terá cinco equipes, e cada time disputará 8 jogos contra os outros 4 times do seu país de origem. Haverá ainda 8 jogos contra 8 equipes das outras duas conferências, em turno único (4 jogos em casa, 4 fora), totalizando 16 partidas.

Ao final da temporada regular, os campeões de cada conferência se classificam para os playoffs. Também se classificam para a fase final as 3 equipes de melhor indice técnico que não terminarem em primeiro nos seus respectivos grupos. Essa classificação não depende da conferência. Logo, poderá ocorrer de um grupo classificar apenas uma equipe, ou classificar quatro.

SEMIFINAIS:

22/05 - 04:35 - Chiefs x Hurricanes em Hamilton, Nova Zelândia
23/05 - 10:00 - Bulls x Crusaders em Pretoria, África do Sul

(Obs: Horário de Brasília)

26 February, 2009

Super 14 chega para salvar o saco dos apaixonados pelo bom rugby!


Nos últimos dias, muitas partidas importantes pelo Seis Nações foram disputadas, mas os jogaços de verdade ficaram por conta das primeiras rodadas do Super 14, campeonato disputado por equipes de África do Sul, Austrália e Nova Zelândia.

Apesar dos europeus levarem todo ano uma remessa de atletas neo-zelandeses, australianos e sul-africanos para o velho continente, o rugby dos três países meridionais continua dando um baile na Europa. A diferença é tão grande que a impressão é que estamos assistindo a um outro esporte, que nada tem a ver com o rugby cabeçudo e travado do Seis Nações.

Que o rugby do hemisfério sul é mais veloz e emocionante, isso DROPOUT já sabia. No entanto, a distância parece ter aumentado ainda mais depois de uma cizânia entre os dois hemisférios, quanto à adoção das regras experimentais (Experimental Law Variations, mais conhecidas como ELVs). A grande polêmica parece ser em torno do ruck: na África do Sul e na Oceania, a maior parte das infrações que ocorrem na conturbada jogada estão sendo transformadas em penalidades menores (free kicks), que geralmente são cobradas logo após o apito. Na Europa, a transição tem sido mais lenta, e muitos campeonatos optaram por uma versão enrustida das novas regras, aceitando algumas variações e recusando outras. Pelo andar da carruagem, parece que a cura do câncer vai ser descoberta antes das ELVs virarem Ls de uma vez.

Claro que apenas modificar a regra não é o suficiente para mudar o jogo para melhor: é necessário que as mudanças sejam positivas e que as equipes acostumem-se a elas. É o que parece estar acontecendo no lado de baixo do Equador. Pelo o que temos observado, a redução no número de penalidades é a grande sacada das ELVs. As primeiras rodadas do Super 14 destacam-se pela boa média de tries e pela fluidez do jogo, enquanto as primeiras rodadas da Heineken Cup se destacaram por uma infestação de chutes, penalidades e paralisações.

O regulamento do Super 14 é simples: os 14 times jogam em turno único, todos contra todos, totalizando 13 rodadas. No final, os 4 primeiros classificam-se para as semifinais.

Embora o ideal seria fazer um campeonato com 26 rodadas divididas em turno e returno, é importante observar que o torneio apresenta distâncias literalmente continentais entre as equipes, o que dificultaria a realização de um campeonato mais longo. Para se ter uma ideia: as equipes da África do Sul precisam viajar distâncias superiores a um voo São Paulo - Madrid toda vez que pegam uma equipe da Oceania fora de casa.

1a. RODADA:

Highlanders 31 - 33 Brumbies
Force 19 - 25 Blues
Lions 34 - 28 Cheetahs
Crusaders 19 - 13 Chiefs
Hurricanes 22 - 26 Waratahs
Stormers 15 - 20 Sharks
Bulls 32 - 20 Reds

Observe o grande equilíbrio das partidas. Em apenas uma delas (Bulls 32 x 20 Reds), a equipe vencedora ganhou por uma diferença maior que 7 pontos.

2a. RODADA:

Hurricanes 22 - 17 Highlanders
Waratahs 11 - 7 Chiefs
Force 16 - 10 Cheetahs
Stormers 27 - 24 Reds
Brumbies 18 - 16 Crusaders
Bulls 59 - 26 Blues
Sharks 25 - 10 Lions

Nenhuma equipe deixou de marcar tries nas 14 partidas que foram disputadas até agora!

CLASSIFICAÇÃO:

Super 14 2009 J V E D PF PC B PTS
01 Bulls 2 2 0 0 92 46 2 10
02 Waratahs 2 2 0 0 37 29 1 9
03 Brumbies 2 2 0 0 51 47 1 9
04 Sharks 2 2 0 0 45 25 0 8
05 Blues 2 1 0 1 51 78 2 6
06 Crusaders 2 1 0 1 35 31 1 5
07 Hurricanes 2 1 0 1 44 43 1 5
08 Force 2 1 0 1 35 35 1 5
09 Stormers 2 1 0 1 42 44 1 5
10 Lions 2 1 0 1 44 53 1 5
11 Highlanders 2 0 0 2 48 55 3 3
12 Chiefs 2 0 0 2 20 30 2 2
13 Cheetahs 2 0 0 2 38 50 2 2
14 Reds 2 0 0 2 44 60 2 2

Em breve: apresentação das equipes.

1 June, 2008

Várias competições acabam!

O tempo passa rápido quando não atualizamos blogs! Parei de atualizar por algumas semaninhas e um bocado de coisas muito importantes aconteceram no mundo do Rugby! É importante lembrar que, quando iniciei esse projeto, não prometi atualizações seguidas. Meu projeto inicial era atualizar o blogby a cada 18 meses. Claro que, com o final da Copa do Mundo de 2007 e um interesse renovado pelo esporte, acabei documentando mais coisas do que realmente deveria. Também dei falsas expectativas a uma meia dúzia de pessoas que frequentam este blog. No entanto, sinto uma certa responsabilidade com a nobre missão de divulgar o curioso esporte da bola oval para o público brasileiro, em uma época que o rugby passa por um processo de popularização cada vez maior ao redor do mundo. Além do mais, onde há argentino, deve haver brasileiro. Nem tanto pela rivalidade, mas pelo fato do mundo estar ficando cada dia mais homogêneo e homossexual. Penso que será importante para a integração dos povos latino-americanos a prática do rugby, para que possamos todos nos dar as mãos nessa caminhada em rumo à liberdade e à soliedariedade e outras coisas de viado. (Estou brincando pessoal, eu apoio regimes democráticos.). É por esse motivo que me sinto forçado a atualizar esta coisa. Vamos então às atualizações mais importantes:

A Heineken Cup já acabou faz horas. O Munster sagrou-se campeão no dia 24 de Maio. O time da Irlanda bateu o Toulouse por 16 a 13 na final e ganhou o segundo título continental da sua história. Apesar de ter perdido a partida, o time francês protagonizou o try mais bonito do jogo, que você pode conferir logo abaixo nesse simpático compacto de 8 minutos que fiz questão de postar aqui:


Vi o jogo e posso afirmar que, para uma final, o nível de competição foi muito bom. O Munster dominou o jogo a maior parte do tempo, mas nem por isso o Toulouse se entregou. Os franceses chegaram a ameaçar o time da Irlanda algumas vezes. No entanto, pagaram um preço caro pelos seus diversos erros, principalmente no final da partida.

Outra competição de grande importância no cenário internacional, o Six Nations, já acabou há décadas. Quem faturou foi o País de Gales, que encerrou o campeonato com 100% de aproveitamento. Para quem protagonizou um fiasco na última Copa do Mundo, o título foi uma ótima forma de dar a volta por cima. Parabéns, Gales!

Porém, outra competição de enorme importância acabou há apenas um dia. Como Dropout é o blogby de rug atualizado com maior freqüência no Brasil, informamos de primeira mão que o Super 14, uma competição que reúne 14 equipes da África do Sul, Austrália e Nova Zelândia, acabou no último dia 31 de Maio, com uma vitória do Crusaders (Nova Zelândia) sobre o Waratahs (Austrália) por 20 a 12. Não vi o jogo, por isso não posso comentar. A única coisa que sei é que o Super 14 de 2008 deu o que falar, por ter sido o primeiro torneio de maior escala a admitir algumas mudanças nas regras do jogo, propostas pela IRB. As alterações visam tornar o rugby um esporte mais rápido, dinâmico e fácil de entender, tanto para o observador casual quanto para a arbitragem. Nos últimos meses, o debate em torno das novas regras tem gerado muito bate-boca, dedo-na-cara e pontapé-no-saco. De um lado, há aqueles que entendem que as regras vão resultar em jogos menos truncados e entediantes, e que por isso deveriam ser implementadas o quanto antes. Do outro, há quem pense que as mudanças vão alterar significativamente a cultura tática do esporte, obrigando todos as equipes a adotarem o mesmo estilo de jogo.

Pessoalmente, com meu olhar de apreciador diletante do rugby, consigo ver tanto aspectos positivos quanto negativos nas novas regras. Acho que o caminho a ser seguido é adotar apenas as regras menos polêmicas em um primeiro momento e ver o que acontece. Mas isso é assunto para um novo post, que será publicado nos próximos dias. Até lá!























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