27 May, 2009

Heineken Cup: Leinster é campeão!


A taça da Heineken Cup continuará na Irlanda em 2009, mas mudará de time. Quem faturou a edição deste ano foi o Leinster, que venceu o Leicester Tigers por 19 a 16, em Edimburgo.

A vitória passou diretamente pelo jovem abertura Johnny Sexton, que fez boa partida e não tremeu em nenhum momento. Sexton precisou substituir em plena finalíssima o argentino Felipe Contempomi, lesionado na semifinal.

O jogo começou bastante defensivo nos dois lados, e as equipes só conseguiram pontuar com drops e pênaltis até os 38 do primeiro tempo, quando Ben Woods marcou um try para o Leicester. Os forwards ingleses mantiveram a posse de bola apesar da resistência do time irlandês, e os Tigers foram para o intervalo liderando o marcador por 13 a 9.

Aos 2 minutos do segundo tempo, Julien Dupuy acertou um penal e ampliou o placar para a equipe do Leicester, mas o pilar Stan Wright retornava após suspensão por cartão amarelo. O Leinster estava novamente em igualdade numérica e respondeu logo em seguida, com um try de Jamie Heaslip. Sexton converteu o try e empatou a partida para o Leinster: 16 a 16.

O jogo seguiu truncado até o final, mas faltando 10 minutos para o final, Johnny Sexton marcou um pênalti e garantiu a vitória para o Leinster.

Este foi o primeiro título do time que representa Dublin e arredores.

22 May, 2009

Definidos os semifinalistas do Super 14

Já estão definidos os semifinalistas do Super 14, este torneio que aproxima as superpotências do hemisfério sul na base do jet lag.

Antes da última rodada, sete times ainda estavam na briga pelas 4 vagas das semifinais: dois sul-africanos (Bulls e Sharks), 3 neo-zelandeses (Chiefs, Crusaders e Hurricanes) e dois australianos (Brumbies e Waratahs)

O jogo da rodada foi definitivamente Sharks e Bulls em Durban. Apesar de estar virtualmente classificado, o Bulls precisava da vitória para conseguir jogar a semifinal em casa. O Sharks, time que tem a sua base no Natal Sharks, campeão da Currie Cup, precisava de uma vitória com ponto de bonificação para continuar sonhando com a vaga. O time da casa conseguiu os quatro tries e o ponto extra, em jogo que teve até conversão cobrada às pressas, como se fosse um drop goal. No entanto, quem conquistou a vaga e a vitória foram os Bulls, que venceram por 27 a 26.

Nos outros jogos da rodada, o Chiefs, que liderava o Super 14 até então, venceu o Brumbies por 10 a 7 e também se classificou. Porém, os neo-zelandeses perderam a primeira posição para os Bulls e poderão jogar a final fora de casa, se os sul-africanos vencerem a semifinal.

O adversário do Chiefs na semifinal é o Hurricanes, que venceu o vice-lanterna Reds por 37 a 28.

Em Auckland, o atual campeão Crusaders fez o suficiente para garantir a última vaga da semifinal, derrotado o Blues por 15 a 13.

O futuro do Super 14 chegou a estar ameaçado diversas vezes durante este ano. Muitas discussões acaloradas ocorreram entre sul-africanos e australásios (só neste blog você encontra o gentílico para as pessoas nascidas na Austrália + Nova Zelândia!). Por um momento, chegou a cogitar-se a saída dos sul-africanos do torneio, o que poderia acabar com o campeonato de vez.

O motivo do desentendimento recaiu sobre o problema de sempre: as distâncias literalmente oceânicas que os clubes são obrigados a viajar toda vez que enfrentam equipes de outros países fora de casa. Obviamente, a corda arrebentou do lado mais longíquo, para quem mora do outro lado do planeta. Em outras palavras, arrebentou do lado sul-africano.

Apesar disso, na última semana a SANZAR finalmente chegou um acordo que não só garante o futuro do campeonato, como também muda a fórmula da competição e acrescenta mais uma equipe da Austrália! Com isso, o torneio passará a ter nome de produto da Telefônica!

A expectativa é de que, agora, os 14 times atuais mais o novato australiano formarão 3 conferências distintas, uma para cada país. Cada conferência terá cinco equipes, e cada time disputará 8 jogos contra os outros 4 times do seu país de origem. Haverá ainda 8 jogos contra 8 equipes das outras duas conferências, em turno único (4 jogos em casa, 4 fora), totalizando 16 partidas.

Ao final da temporada regular, os campeões de cada conferência se classificam para os playoffs. Também se classificam para a fase final as 3 equipes de melhor indice técnico que não terminarem em primeiro nos seus respectivos grupos. Essa classificação não depende da conferência. Logo, poderá ocorrer de um grupo classificar apenas uma equipe, ou classificar quatro.

SEMIFINAIS:

22/05 - 04:35 - Chiefs x Hurricanes em Hamilton, Nova Zelândia
23/05 - 10:00 - Bulls x Crusaders em Pretoria, África do Sul

(Obs: Horário de Brasília)

5 May, 2009

O Brasil está morto! Vida longa ao Brasil!

Na última quarta-feira, o Brasil foi derrotado pelo Uruguai em Montevidéu, pelo placar de 71 a 3. Com a tryada, a seleção brasileira está fora da Copa de 2011. (Refiro-me à seleção de rugby, aquela que paga para jogar, não à joint-venture Nike/Ricardo Teixeira Representações).

Apesar disso, nossos paulista conseguiram uma boa vitória diante do Paraguai, pelo placar de 36 a 21. Ambas seleções já estavam eliminadas, mas a partida foi importante para estabelecer a superioridade do rugby brasileiro sobre o paraguaio, que é o nosso adversário direto na América do Sul.

O consenso na imprensa especializada é de que o Brasil teve um rendimento abaixo do esperado contra o Chile e ficou na média contra o Uruguai. Sinceramente, acho que a expectativa criada em cima do jogo contra o Chile (até DROPOUT embarcou!) foi tão ou mais exagerada que uma pandemia de gripe suína. Ainda somos apenas a quarta força da América do Sul, e ainda seremos por um bom tempo. É necessário popularizar e desenvolver o esporte da bola oval aqui no Brasil, para que possamos ter chance de disputar algo. Ou isso, ou torcer para que um filho do Galvão Bueno comece a jogar rugby.

No sábado, os uruguaios colocaram um ponto final nas especulações sobre quem seria a segunda força do rugby sul-americano. Los Teros massacraram os chilenos por 46 a 9 e aguardam o perdedor do confronto entre EUA x Canadá. O vencedor se classificará para a Copa, e o perdedor disputará uma repescagem com outras 3 seleções.

Desde já, estaremos torcendo efusivamente por uma classificação uruguaia. Vai que os Quero-Queros não só embarcam para a Nova Zelândia, como também conseguem classificação automática para 2015? Neste cenário ligeiramente utópico e inusitado, o Brasil conquistaria um grande atalho para a Copa de 2015.

Brasil no Final Four das Eliminatórias… Que sonho bom!

CLASSIFICAÇÃO FINAL:

Sul-Americano A J V E D PF PC S PTS
Uruguai * 3 3 0 0 202 19 183 6
Chile 3 2 0 1 122 62 60 4
Brasil 3 1 0 2 42 171 -129 2
Paraguai 3 0 0 3 41 155 -114 0

* Classificado para a próxima fase

13 April, 2009

Heineken Cup: Quartas-de-final


Blues avança em jogo morrinha

Olha aí, só pênalti. Mas devemos aplaudir a defesa do Cardiff por ter segurado o Toulouse por mais de 20 minutos no segundo tempo. De fato, os franceses estiveram muito perto de marcar seu try em diversas ocasiões, mas passaram praticamente todo o segundo tempo levando safanão dos galeses.

Os penais do Cardiff foram anotados por Ben Blair, enquanto Frederic Michalak e David Skrela marcaram 3 pontos cada, para o time francês.


Bath entrega a rapadura e Leicester está na semifinal.

Este sim, um jogo muito mais emocionante. Os anfitriões largaram na frente com dois penais de Sam Vesty, mas quem rompeu as linhas inimigas pela primeira vez foi o Bath, com um try de Shaun Berne. Apesar disso, pouca coisa aconteceu no primeiro tempo, e a diversão ficou reservada para a etapa final.

O time de Leicester encontrava dificuldades para penetrar na defesa do Bath, tanto que só conseguia marcar com penais. Vesty encaçapou mais dois e fez 12 a 7, mas o Bath respondeu rapidamente com mais um try. Desta vez, Joe Maddock meteu o sabugo no fundo da horta do Tigers, com uma bela finalização. Uma conversão errada do Bath e um penal para cada lado deixou a partida empatada em 15 a 15.

O Leicester aproveitava o apoio da torcida para pressionar o adversário, sem obter muito sucesso. Parecia que o jogo iria para a prorrogação. Mas faltando um minuto para o derradeiro apito, a defesa do Bath deu uma cochilada fatal: Julien Dupuy mostrou uma dose de oportunismo de fazer inveja ao Senado Federal e aproveitou um rombo na defesa Bathense, para cruzar a linha de try embaixo dos postes. Não havia tempo para mais nada, e o Leicester estava garantido nas semifinais.


Munster depena Ospreys*

Jogo bastante tranquilo para os atuais campeões, que mostraram mais uma vez porque são os favoritos para conquistarem o tri. Os irlandeses marcaram com tries de Paul Warwick, Paul O’Connel e Keith Earls (2).

*Mas afinal, o que é um osprey? Trata-se de uma ave de rapina cujo nome em português é águia-pescadora, mas, segundo a Wikipedia, também é conhecida como águia-pesqueira, babuzar, caripira, gavião-caripira, gavião-do-mar, gavião-papa-peixe, gavião-pescador, guincho e pescador.


Harlequins perde em casa e está fora.

Apesar do baixíssimo placar, a partida entre Harlequins e Leinster acabou sendo o melhor jogo da rodada. Houve muita defesa dos dois lados, mas nem por isso as equipes quebraram a bola. Leinster e Harlequins (mais Harlequins do que Leinster) tiveram várias chances de ampliar o placar, o que garantiu a qualidade do jogo.

A partida começou movimentada, com a equipe da casa cometendo mais erros que o adversário. As infrações inglesas deram a vantagem para os irlandeses na primeira etapa. O argentino Felipe Contempomi marcou, no primeiro tempo, os dois pênaltis que acabariam dando a vitória para o Leinster.


No final da etapa inicial, os irlandeses dominavam a partida, beneficiados pela suspensão do jogador Nick Easter. Porém, foi só o jogador do Harlequins retornar que a vantagem passou para o lado do time da casa: o argentino Felipe Contempomi deu uma sutil rasteirinha em Chris Robshaw, quando este corria em direção à bola. O inglês foi malandro e valorizou a falta, fazendo grande estardalhaço. O árbitro Nigel Owens, consternado com a dor física e mental do atleta, puniu Contempomi com o cartão amarelo.

Desta vez, a vantagem estava do lado londrino, mas o Harlequins não soube aproveitá-la, insistindo em um improdutivo jogo de forwards. Apesar disso, os ingleses conseguiram furar o bloqueio do Leinster justamente quando a vantagem numérica havia acabado: Mike Brown marcou, e Chris Malone errou a conversão que poderia dar a vitória ao Quins.

No último minuto, o pilar do Leinster se atirou em cima da bola no ruck, e cometeu um pênalti claro.Danny Care, scrum-half do Harlequins que havia feito uma partida mediocre, deu um debochado tapinha na cabeça do gordo. Mas o gordo riu por último, pois os ingleses decidiram chutar para lateral, em vez de ir para o tudo ou nada com um pênalti do meio da rua. O ataque que se sucedeu após o lineout não resultou em nada, e Nick Evans tentou repetir sem sucesso a façanha de 13 de dezembro, com um drop no último minuto. O chute passou longe dos postes, e a bola foi quicando irregularmente até a linha de fundo.

Essa cena de exótica beleza foi o último grande lance de um jogo onde a equipe dominante acabou levando a pior. Para quem achava que isso só acontecia no futebol, eis o rugby para contrariar o chavão. Agora, Leinster e Munster se enfrentam em uma semifinal irlandesa no Croke Park, em Dublin.

SEMIFINAIS:

02/05 - Croke Park, Dublin
Munster
Leinster

03/05 - Millenium Stadium, Cardiff
Cardiff Blues
Leicester Tigers

28 March, 2009

Irlanda vence o Seis Nações


No último fim-de-semana, a Irlanda faturou o seu 11o. título em 107 participações pelo Seis Nações, vencendo o País de Gales pelo placar de 17 a 15. De quebra, os irlandeses repetiram o feito dos galeses em 2008 e conquistaram o Grand Slam!

Em mais de um século, esta foi apenas a segunda vez em que os irlandeses bateram todos os adversários no torneio. A primeira vez foi em 1948, no tempo em que as camisas de rugby mais pareciam suéteres.

A cobertura desse torneio foi bastante prejudicada pela garotada baixo astral que detém os direitos de transmissão dos jogos, motivo pela ausência de posts aqui no blogby. Foi realmente muito difícil assistir o Seis Nações no Justin.tv. Toda hora os home passavam com os aviões para bombardearem os canais da rapaziada idealista, que estava disponibilizando o sinal para milhares de pessoas famintas por rugby (e talvez por comida, não sabemos).

Não há qualquer beleza na guerra. Mas que peleia bonita foi esse jogo de gato-e-rato, entre transmissores e detentores-de-direitos! No caminho, desviamos de minas terrestres e passamos por cima dos falsos amigos que não compartilham do online-rugbismo e que tentavam infectar nossas tropas oferecendo links para spams de destruição em massa. Enquanto isso, os valentes broadcasters permaneciam lutando nas trincheiras pela defesa da liberdade e dos ideais pirateiros!

Como sabemos, a pirataria virtual é a aspiração máxima do ser humano, e a defesa de seus ideais é dever e obrigação de qualquer cidadão íntegro e honrado!

Muitas foram as baixas nessa edição do Seis Nações. A Brigada Live24 teve seu teatro de operações bloqueado pelas tropas inimigas diversas vezes. O mesmo aconteceu com o Destacamento Sportzone, comandado pelo Sargento Chrizzie.

O JOGO DECISIVO: PAÍS DE GALES 15 x 17 IRLANDA

A partida entre País de Gales e Irlanda, em Cardiff, foi encarada como uma final pelas duas equipes, já que ambas tinham chances de conquistar o título. Enquanto isso, as outras quatro seleções já estavam fora da briga, e disputavam basicamente campeonatecos em paralelo. Os galeses estavam em desvantagem, pois precisavam vencer por 13 pontos de diferença para levantarem o troféu. Apesar disso, os Dragões jogavam em casa e tinham o apoio da torcida.

O jogo foi uma dessas finais típicas em que há muita defesa e pouco ataque. O time da casa abriu o placar, com dois pênaltis de Stephen Jones. Havia muito equilíbrio entre as equipes, mas por um momento, a possibilidade de uma vitória galesa por 13 pontos de diferença pareceu possível. Porém, logo no início do segundo tempo os irlandeses marcaram com o craque do jogo Brian O’Driscoll, logo aos 3 minutos. Aos 6, Ronan O’Gara fez excelente jogada e deixou Tommy Bowe livre para marcar um belo try. Em pouco mais de cinco minutos, os irlandeses haviam transformado uma desvantagem de 6 pontos em uma vantagem de 8.

Os galeses foram para cima, e Stephen Jones encostou no placar com mais dois penais. Aos 34 minutos do 2o. tempo, o abertura galês acertou um drop que colocou Gales novamente na liderança. Mas as chances dos donos da casa de conquistarem a tríplice coroa foram para o espaço quando Ronan O’Gara pagou na mesma moeda, acertando outro drop goal certeiro.

Melhores momentos

OUTROS ACONTECIMENTOS:

- Ver a Itália jogar é sempre uma grande decepção. Como se não bastasse o fato da metade do time ser composta por argentinos, os italianos, mais uma vez, perderam todos as partidas. A despedida não poderia ser mais adequada: uma gratuita tryada de 50 a 8 para a Inglaterra,.

- Gales entrou como favorita, mas a derrocada dos Vermelhos passou pelas irritantes pregas vocais de James Blunt. O jogo contra os franceses, pela terceira rodada, estava totalmente indefinido no intervalo, pois as duas equipes empatavam em 13 a 13. Mas os franceses resolveram apelar para o jogo sujo, colocando o cantor nos alto-falantes do Stade de France. A voz nauseabunda de James Blunt desestabilizou o time galês, que voltou claramente abatido para o segundo tempo, após ouvir uma execução completa da canção “You’re Beautiful”. Os franceses, que são criados ouvindo músicas horríveis, adquiriam imunidade natural a cantores ruins, motivo pelo qual não foram afetados. O placar final foi um previsível 21 a 16 para a França.

26 February, 2009

Super 14 chega para salvar o saco dos apaixonados pelo bom rugby!


Nos últimos dias, muitas partidas importantes pelo Seis Nações foram disputadas, mas os jogaços de verdade ficaram por conta das primeiras rodadas do Super 14, campeonato disputado por equipes de África do Sul, Austrália e Nova Zelândia.

Apesar dos europeus levarem todo ano uma remessa de atletas neo-zelandeses, australianos e sul-africanos para o velho continente, o rugby dos três países meridionais continua dando um baile na Europa. A diferença é tão grande que a impressão é que estamos assistindo a um outro esporte, que nada tem a ver com o rugby cabeçudo e travado do Seis Nações.

Que o rugby do hemisfério sul é mais veloz e emocionante, isso DROPOUT já sabia. No entanto, a distância parece ter aumentado ainda mais depois de uma cizânia entre os dois hemisférios, quanto à adoção das regras experimentais (Experimental Law Variations, mais conhecidas como ELVs). A grande polêmica parece ser em torno do ruck: na África do Sul e na Oceania, a maior parte das infrações que ocorrem na conturbada jogada estão sendo transformadas em penalidades menores (free kicks), que geralmente são cobradas logo após o apito. Na Europa, a transição tem sido mais lenta, e muitos campeonatos optaram por uma versão enrustida das novas regras, aceitando algumas variações e recusando outras. Pelo andar da carruagem, parece que a cura do câncer vai ser descoberta antes das ELVs virarem Ls de uma vez.

Claro que apenas modificar a regra não é o suficiente para mudar o jogo para melhor: é necessário que as mudanças sejam positivas e que as equipes acostumem-se a elas. É o que parece estar acontecendo no lado de baixo do Equador. Pelo o que temos observado, a redução no número de penalidades é a grande sacada das ELVs. As primeiras rodadas do Super 14 destacam-se pela boa média de tries e pela fluidez do jogo, enquanto as primeiras rodadas da Heineken Cup se destacaram por uma infestação de chutes, penalidades e paralisações.

O regulamento do Super 14 é simples: os 14 times jogam em turno único, todos contra todos, totalizando 13 rodadas. No final, os 4 primeiros classificam-se para as semifinais.

Embora o ideal seria fazer um campeonato com 26 rodadas divididas em turno e returno, é importante observar que o torneio apresenta distâncias literalmente continentais entre as equipes, o que dificultaria a realização de um campeonato mais longo. Para se ter uma ideia: as equipes da África do Sul precisam viajar distâncias superiores a um voo São Paulo - Madrid toda vez que pegam uma equipe da Oceania fora de casa.

1a. RODADA:

Highlanders 31 - 33 Brumbies
Force 19 - 25 Blues
Lions 34 - 28 Cheetahs
Crusaders 19 - 13 Chiefs
Hurricanes 22 - 26 Waratahs
Stormers 15 - 20 Sharks
Bulls 32 - 20 Reds

Observe o grande equilíbrio das partidas. Em apenas uma delas (Bulls 32 x 20 Reds), a equipe vencedora ganhou por uma diferença maior que 7 pontos.

2a. RODADA:

Hurricanes 22 - 17 Highlanders
Waratahs 11 - 7 Chiefs
Force 16 - 10 Cheetahs
Stormers 27 - 24 Reds
Brumbies 18 - 16 Crusaders
Bulls 59 - 26 Blues
Sharks 25 - 10 Lions

Nenhuma equipe deixou de marcar tries nas 14 partidas que foram disputadas até agora!

CLASSIFICAÇÃO:

Super 14 2009 J V E D PF PC B PTS
01 Bulls 2 2 0 0 92 46 2 10
02 Waratahs 2 2 0 0 37 29 1 9
03 Brumbies 2 2 0 0 51 47 1 9
04 Sharks 2 2 0 0 45 25 0 8
05 Blues 2 1 0 1 51 78 2 6
06 Crusaders 2 1 0 1 35 31 1 5
07 Hurricanes 2 1 0 1 44 43 1 5
08 Force 2 1 0 1 35 35 1 5
09 Stormers 2 1 0 1 42 44 1 5
10 Lions 2 1 0 1 44 53 1 5
11 Highlanders 2 0 0 2 48 55 3 3
12 Chiefs 2 0 0 2 20 30 2 2
13 Cheetahs 2 0 0 2 38 50 2 2
14 Reds 2 0 0 2 44 60 2 2

Em breve: apresentação das equipes.

10 February, 2009

Começa o Seis Nações

No último fim de semana, foi dado o pontapé inicial para o torneio de seleções mais tradicional e importante do hemisfério norte: o Torneio das Seis Nações, que reúne as 6 maiores seleções da Europa: Inglaterra, País de Gales, Escócia, Irlanda, França e Itália.

O campeonato é disputado desde 1883, e durante a maior parte da sua história, contou com a participação de 4 ou 5 seleções. O atual nome só passou a ser utilizado após a entrada da Itália na competição, no ano 2000.

O regulamento é simples: cada equipe joga 5 partidas em turno único, e o time que somar mais pontos é o campeão. O número ímpar de jogos faz com que a quantidade de jogos como mandante seja diferente da quantidade de jogos como visitante. O balanço é estabelecido em um rodízio anual: quem disputa 3 jogos em casa e 2 jogos fora em 2009, disputará 2 jogos em casa e 3 fora em 2010.

Outra peculiaridade do torneio é o sistema de pontuação: ao contrário da maioria dos campeonatos de rugby do mundo, que dão 4 pontos para a vitória, 2 para o empate e 0 para a derrota, com a possibilidade das equipes conquistarem pontos de bonificação, no Seis Nações, a vitória vale 2 pontos, o empate, 1, e a vitória, zero, não existindo pontos de bonificação.

A seleção favorita para a edição deste ano é o País de Gales, atual campeão do torneio. No ano passado, os galeses venceram todos os jogos e conquistaram, além do campeonato, o Grand Slam. A Irlanda tem uma boa tabela, pois enfrentará as equipes mais fracas como visitante. França e Inglaterra correm por fora. Escócia e Itália são os azarões.

Na última rodada, a Inglaterra venceu a Itália por 36 a 11, mas o placar foi maior do que deveria ser. No segundo tempo, os italianos chegaram a estar dominando a partida, e perderam oportunidades que poderiam adicionar pelo menos mais dois tries ao placar (”italianos” é força de expressão, já que pelo menos 10 jogadores são naturalizados, a maioria argentinos, neo-zelandeses e australianos).

A Irlanda venceu a França em Dublin por 30 a 21, em um jogo muito equilibrado e intenso. O ponto alto (ou seria baixo?) da partida foi a entrada do jogador Louis Picamoles do lado francês, o que gerou uma série de risadinhas infantilóides na redação de DROPOUT. Para felicidade geral de todos, o narrador fanfarrão da ESPN fez questão de pronunciar PICA MOLE, e não PICA MOLÊ, como alguns narradores certamente fariam para preservar os ouvidinhos castos e inocentes da família brasileira.

No terceiro jogo da rodada, deu a lógica: o País de Gales bateu a Escócia por 26 a 13 em Edimburgo. Apesar do resultado, os escoceses conservaram a sua honra, incomodando os galeses no fim da partida.

A próxima rodada é semana que vem, e o grande jogo é, sem dúvida, Gales e Inglaterra em Cardiff. A França enfrenta a Escócia em Paris, enquanto a Legião Estrangeira da Itália pega a Irlanda em Roma.

MELHORES MOMENTOS:

Irlanda 30 - 21 França

Escócia 13 - 26 País de Gales

27 January, 2009

Heineken Cup: 6a. rodada

Montauban 13 - 39 Munster

A sexta rodada da Heineken Cup foi bastante prejudicada pelas péssimas condições climáticas que abateram o continente europeu, no último fim de semana. O jogo entre Montauban e Munster, que estava marcado para a última sexta-feira, foi adiado devido a uma ventania de fazer inveja a um furacão caribenho. Uma tempestade com ventos de mais de 170km/h causou a morte de pelo menos 14 pessoas e deixou um rastro de destruição pelo Mediterrâneo.
Por motivos de segurança, a partida foi transferida para o domingo. Também pudera: com tamanho vendaval, seria mais fácil um pilar passar por cima das traves do que a própria bola.
Após a remarcação do jogo, os irlandeses levaram a melhor: 39 a 13, com tries de Tomas O’Leary, Lifeimi Mafi (2) e Barry Murphy (2).

Biarritz Olympique 24 - 10 Gloucester

Os franceses do Biarritz sepultaram as chances do Gloucester de conquistar a classificação, em meio a um enorme banho de lama causado pela chuva. Foi preciso esfregar os olhos para acreditar que o jogo estava sendo realizado na “ensolarada” Biarritz, às margens do Mediterrâneo, e não na escura e molhada Gloucester, que mais parece um banheiro.
O Gloucester entrou em campo precisando da vitória para continuar sonhando com a vaga. No final, acabou surpreendido por um Biarritz já eliminado, jogando de sangue doce. E o pior é que os ingleses não poderão culpar o mau tempo pelo seu infortúnio.

Bath 3 - 3 Toulouse

No domingo, a partida entre Bath e Toulouse, que prometia ser um embate eletrizante, acabou se transformando em uma espécie de amistoso disputado por masoquistas. Os dois times já estavam classificados antes do apito inicial, e a combinação tipicamente britânica de frio intenso, ventos uivantes e tempo úmido acabou resultando em um jogo muito truncado, onde a qualidade foi pouca e os erros foram muitos.


O baixíssimo placar (que entrou para a história como o jogo com o menor número de pontos nas 14 edições da Heineken Cup) acabou sendo o único acontecimento digno de nota nesse odioso espetáculo!

Ospreys 15 - 9 Leicester Tigers

Outro jogo que decidia vaga para as quartas-de-final e que acabou sendo uma grande decepção. O Ospreys precisava apenas vencer para entrar na briga pelo segundo lugar, mas poderia se classificar em primeiro se marcasse 4 tries e vencesse a partida com uma diferença superior a 7 pontos. Os ingleses do Leicester não queriam ficar em segundo lugar de jeito nenhum, e resolveram apelar para a retranca sua inseperável companheira: a ausência de tries. O resultado foi um jogo nauseabundo e repleto de paralisações, onde os pênaltis foram a única forma de pontuação. James Hook acertou cinco para os galeses do Ospreys, enquanto Derrick Hougaard marcou três para o Tigers.

OUTROS RESULTADOS:

Cardiff Blues 62 - 20 Rugby Calvisano
Harlequins 29 - 24 Scarlets
Stade Français 24 - 19 Ulster
Sale Sharks 26 - 17 Clermont Auvergne
Benetton Treviso 16 - 48 Perpignan
Leinster 12 - 3 Edinburgh
Castres Olympique 21 - 15 London Wasps
Glasgow Warriors 13 - 10 Newport-Gwent Dragons

QUARTAS-DE-FINAL:

A fase mata-mata da competição será disputada só daqui a dois meses, nos dias 11 e 12 de Abril. As séries terão apenas um jogo em campo neutro na casa da equipe melhor colocada, o que apesar de ser um formato meio injusto e pilantra, aumenta bastante a intensidade do confronto.

Sábado, 11/04
Cardiff Blues
Toulouse

Sábado, 11/04
Munster
Ospreys

Domingo, 12/04
Harlequins
Leinster

Domingo, 12/04
Leicester Tigers
Bath

A classificação final da fase de grupos está disponível no site da competição.























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