21 November, 2008

Rugby para nerds (Parte II)

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Vamos à segunda parte do nosso guia sobre o Blackout Rugby, esse joguinho apaixonante e imbecil. Hoje veremos como escalar a equipe.

Em geral, quem já tem um bom conhecimento sobre rugby, poderá pular essa parte. Basta saber o que cada estatística significa em português e escolher os mais aptos para a função.

Os jogadores têm 14 atributos distintos, que podem ser divididos entre atributos físicos/mentais e habilidades de jogo. Peso (Weight) e altura (Height) também são importantes.

Atributos Físicos/Mentais:

Aggression (Garra): O quão raçudo é o seu jogador. Junto com Discipline (Disciplina), Weight (Peso) e Altura (Height), não muda jamais.
Discipline (Disciplina): O quão disciplinado é o seu jogador. Jogadores indisciplinados cometem mais pênaltis.
Form (Forma): Mostra se o seu jogador está em boa ou má fase. Influi bastante no jogo, por isso, é bom sacar do time os jogadores que não estão bem. Costuma variar com freqüência, para melhor ou para pior.
Experience (Experiência): Jogadores mais experientes cometem menos erros que os novatos. Aumenta conforme o número de partidas oficiais do atleta.
Fitness (Condição Física): É determinado principalmente pela Stamina (veja abaixo).

Habilidades:

Stamina (Preparo Físico): Quanto maior for a Stamina do jogador, menor será o cansaço do atleta, tanto na partida quanto durante a semana (o que é refletido no atributo Fitness). É importante para todos os jogadores.
Attack (Ataque):Utilizada principalmente para marcar tries ou pressionar a equipe adversária.
Technique (Técnica): Cuidado: nesse jogo, “técnica” refere-se à habilidade do jogador em disputar os rucks, sendo, portanto, uma habilidade defensiva.
Jumping (Salto)
Agility (Agilidade)
Handling (Passe, Manuseio): Reflete, principalmente, o passe, mas não se resume a isso. Também inclui a capacidade do jogador de agarrar a bola sem cometer erros (knock-ons).
Defense (Defesa): Muito importante para definir se o jogador é bom no tackle.
Strength (Força)
Speed (Velocidade)
Kicking (Chute): Inclui tanto os chutes a gol, como os chutes dados durante o jogo.

Abaixo, DROPOUT disponibiliza um resumo dos atributos necessários para cada posição, a fim de não deixar o público leigo fora desse magnífico hobby nerd! Resolvi deixar os atributos em inglês mesmo, que é como eles aparecem no jogo.

FORWARDS:

LOOSEHEAD E TIGHTHEAD PROPS (PILARES): Strength, Technique, Defense, Height, Weight.
Na vida real, há uma diferença entre o Pilar Aberto (Loosehead) e o Pilar Fechado (Tighthead), mas o jogo, aparentemente, não diferencia. São os mais fortes e gordachos do time. Devem ter pouca diferença de altura, para o scrum não ficar torto.
HOOKER: Strength, Technique, Handling, Defense, Pouco Height, Weight
Deve ser o mais baixote dos forwards, ou, pelo menos, mais baixo que os pilares. (Embora “baixote”, para um forward, seja 1m75cm). “Handling” é fundamental, porque o hooker é o jogador que arremessa a bola nos lineouts.
LOCKS (SEGUNDAS-LINHAS): Jumping, Handling, Height.
São os que normalmente disputam as bolas no lineout, por isso é importante ter altura, saltar bem e conseguir agarrar a bola. Precisam ser obrigatoriamente mais altos que os pilares, para não prejudicar o scrum.
BLINDSIDE E OPENSIDE FLANKER (ASAS): Strength, Technique, Speed.
São os primeiros a deixarem o scrum para esculhambarem o ataque adversário. São como os pilares, mas com alguma velocidade. Normalmente, o Blindside precisa ser o mais cavalo dos dois asas. O Openside pode ser mais leve e ofensivo. Saltar bem (Jumping) é um bom acréscimo, embora não seja essencial.
NUMBER 8 (OITAVO): Strength, Technique, Speed
É um asa mais versátil, com mais recursos a seu dispor. Na verdade, essa posição permanece uma incógnita no jogo. Por isso, na dúvida, escale um asa. Velocidade (Speed), Força (Strength) e Ataque (Attack) são habilidades muito apreciadas, principalmente se o seu time utiliza o Pick & Go com freqüência (falarei mais sobre isso, em breve)

BACKS:

SCRUM HALF: Handling, Kicking, Experience
É o cara que distribui o jogo. Por isso, é fundamental ter um excelente passe (Handling) e um bom chute (Kicking). Acredito que a Liderança (Leadership) também seja um requisito, pois, na vida real, é muito apreciada em um bom scrum-half. Todavia, ainda não se sabe se o jogo leva ou não a habilidade em consideração.
FLY HALF (ABERTURA): Handling, Kicking, Experience
Praticamente a mesma coisa que o scrum-half, embora seja melhor escolher um jogador mais completo e experiente para a posição. É bom também não arriscar escalando um jogador com Leadership baixo.
LEFT E RIGHT WING (PONTAS): Speed, Agility, Attack
Esses caras tem que ser os mais rápidos do time, pois são os que finalizam os tries.
INSIDE E OUTSIDE CENTER (1o. e 2o. CENTROS): Handling, Speed, Kicking, Defense, Attack
Precisam ser bons em quase tudo, porém, atente para o fato do Inside Centre (no. 12) ser um jogador mais defensivo, e do Outside Centre (no. 13) ser mais ofensivo. Na dúvida, procure priorizar o passe (Handling), a velocidade (Speed) e o chute (Kicking).
FULLBACK: Handling, Speed, Defense, Kicking
Outro jogador onde a versatilidade é muito apreciada. É o jogador mais recuado do time e precisa ter excelente chute (Kicking), para livrar a pressão adversária.

19 November, 2008

Rugby para nerds (Parte I)

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Para quem gosta de rugby e está disposto a desperdiçar preciosos minutos de sua vida em um joguinho virtual: Blackout Rugby!

Nesse jogo, você administra um clube de rugby virtual e realiza várias tarefas que vão desde escalar o time até ampliar o estádio. Trata-se de um jogo divertido que pode, até mesmo, tornar-se levemente viciante, conforme seu grau de nerdismo. O meu é médio-alto. Logo, criei o hábito de checar meu clube pelo menos duas vezes por dia…


Após efetuar o cadastro, o usuário recebe uma equipe com 200.000 dinheiros no caixa, um time profissional com 30 jogadores, uma equipe junior com 22 atletas e um estádio com 5000 lugares. Depois disso, o técnico virtual (você), disputará competições com outros técnicos virtuais, que poderão render ao seu clube troféus, promoções e prêmios em dinheiro (virtual, é claro). Com a grana, você pode contratar jogadores de outras equipes no mercado de transferências, ou desenvolver a estrutura interna do seu clube, contratando treinadores mais eficientes, investindo nas categorias de base ou realizando reformas no estádio.

Ao entrar no jogo, o usuário deve escolher o país onde deseja jogar. Ao todo, 15 nações estão presentes. Pessoalmente, recomendo a Argentina, devido ao fuso-horário e ao bom número de equipes com treinadores humanos (o que torna a competição bem mais interessante).

Nos últimos dias, tenho observado uma grande quantidade de brasileiros se cadastrando. Temos, até mesmo, um usuário concorrendo às eleições para técnico da seleção Argentina! Aparentemente, o fenômeno se deve a uma comunidade de Orkut. Para quem, como eu, foi praticamente um pioneiro no joguinho, tendo ingressado no final da segunda temporada, é muito legal ver essa invasão tupinambá! (Só espero que não estraguem tudo, como fizeram com o Orkut…)

A quarta temporada da Liga começa no próximo sábado. A primeira rodada da Copa é hoje. Portanto, para garantir seu lugar, é bom se inscrever logo. Pegar um campeonato na metade, em muitos casos, é como largar em desvantagem. Além do mais, a Copa é uma competição de mata-mata, e convém não dormir no ponto. Creio que até a terceira rodada, o jogo coloca times humanos na vaga de equipes sobreviventes controladas pelo computador, mas não há nada garantido.

Amanhã: Um guia para escalar a sua equipe no Blackout!

13 November, 2008

O dia em que o Monty Python venceu os All Blacks

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No início da década de 70, um grupo de seis comediantes tomava o Reino Unido de assalto com um programa de meia hora de duração, que ia ao ar na BBC. Chamava-se Monty Python e fazia um programa de sketches cômicos em sua essência: isto é, segmentos cômicos diferentes a cada semana (Ao contrário dos pavorosos similares brasileiros, que estão repetindo a mesma bosta há décadas. E tem gente que ainda diz que brasileiro é o povo mais criativo do mundo…)

Enquanto o resto do mundo se afundava na inata falta de humor do esquerdismo, os Pythons optavam por uma forma de humor esquisita demais para ser considerada engajada e revolucionária demais para ser considerada alienante: o humor nonsense. As piadas absurdas, tresloucadas, engraçadas-de-tão-estúpidas conquistaram os mais variados públicos, e a comédia televisiva não foi mais a mesma. D’Os Simpsons à TV Pirata, ninguém minimamente engraçado deixou de ser influenciado pelo humor delirante do Monty Python.

Nem mesmo o rugby escapou, como você pode ver nos dois trechos abaixo. No primeiro, assistimos a uma heróica vitória do Derby City Council sobre os All Blacks (Derby City Council é uma espécie de Câmara dos Lordes do Condado de Derby, se é que tal coisa existe):



No segundo, o professor de Educação Sexual, interpretado pelo lendário John Cleese, castiga um aluno. A punição é disputar uma partida de rugby em um time de garotos. Acompanhe:



Não sabemos se a idéia de criar sketches sobre o rugby partiu de Graham Chapman (o comentarista do primeiro vídeo). Chapman, além de homossexual e alcóolatra, era um ávido apreciador do rugby. Obviamente, se alguma coisa influenciou o amor de Graham Chapman ao esporte da bola oval, certamente não foi o homossexualismo, mas sim o alcoolismo!























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