Eliminatórias: Brasil despacha Trinidad e Tobago e segue vivo!

O Brasil venceu Trinidad e Tobago em São José dos Campos, pelo placar de 24 a 12. Com o resultado, a seleção de rugby avança para a próxima fase das Eliminatórias da Copa.
Desde o início, o palco estava montado para mais uma grande apresentação do Brasil. A torcida compareceu ao estádio para apoiar os jogadores, e a molecada travessa da aviação nacional não deixou de dar sua contribuição, atrasando o voô dos atletas de Trinidad e Tobago. Valeu, ANAC!
Os brasileiros começaram melhor, marcando um try logo aos 15 minutos de jogo com Daniel Gregg, o Gregg, após receber um passe do scrum-half Matheus Duque, o Mateuzinho. A conversão veio com o fullback Erick Monfrinatti Cogliandro, o Putim.
Em seguida, a seleção cometeu vários erros e deixou os tabacudos passarem à frente no placar, com a marcação de dois tries.
No início do segundo tempo o Brasil ficou com um jogador a menos: o árbitro suspendeu por 10 minutos o asa Diego Lopez, o Diego Lopez, por um tackle atrasado no abertura trimbaguense, o veterano Brendan O’Farrel. O atleta de Trinidad e Tobago tem 38 anos, mas rosto de 59. Aliás, a impressão que dava era que O’Farrel envelhecia aproximadamente cinco anos a cada jogada, de tal forma que aparentava ter 230 ao término da partida.
Apesar das dificuldades, a seleção soube reunir forças para reverter a situação. A virada passou diretamente pelos scrums, onde nossos paulista tiveram amplo domínio. Diego Lopez, que havia voltado da punição, empatou o jogo com um try, depois de uma seqüência de mauls. Em seguida, após boa jogada de Lucas Duque, o Tankinho, o Brasil passou à frente com um try do primeiro ministro russo.

No final, Trinidad e Tobago quase estragou a festa da seleção. Nos acréscimos, os caribenhos estiveram muito perto de marcar um try e possivelmente virar o jogo, mas a defesa brasileira manteve-se sólida e não deu chances para os tabacudos. Encerrando em grande estilo o ano da seleção brasileira de rugby, o chefe de estado eslavo encaixou um contra-ataque no último minuto de jogo, que culminou num try de Rafael Dawalibi.
Agora, a seleção só volta a campo pelas Eliminatórias no outono de 2009, quando provavelmente disputará o triangular decisivo no Uruguai.
A grande questão é saber se o Brasil tem rugby para sonhar com uma classificação contra Chile e Uruguai. Pelos resultados recentes, as chances são poucas. Na última década, o Brasil enfrentou os chilenos duas vezes: em Abril de 2002 e em Outubro de 2005. Em ambas ocasiões, foi derrotado com folga, por 46 a 6 e 57 a 13, respectivamente. Contra o Uruguai, os prognósticos são ainda mais sombrios, já que eles estão muito a frente do Brasil e atualmente treinam com seleções muito mais fortes, como EUA, Romênia e Portugal.
Brasil (24)
Tries: Daniel Gregg, Diego Lopez, Putim e Rafael Dawalibi
Conversões: Putim (2)
Trinidad e Tobago (12)
Tries: Andre Cabera, Dexter Snaggs
Conversão: Brendan O’Connor
