29 October, 2008

Natal em chamas! Sharks vencem o Sulafricanão!

Filed under: Geral

Não, não estamos nos referindo à simpática capital potiguar. Nos referimos à província sul-africana de KwaZulu-Natal, terra dos Sharks, os campeões do Sulafricanão (Currie Cup) de 2008!


Província de KwaZulu-Natal, no detalhe

Com tries de Ruan Pienaar e François Steyn, os tubarões de Durban venceram os Blue Bulls de Pretoria por 14 a 9. Com o resultado, os natalinos vingaram a derrota na final do Super 14 de 2007, para os mesmos Bulls.

Na ocasião, os Sharks haviam marcado um try a 3 minutos do fim. O placar estava 19 a 13 para o time de Durban. Só um lance mágico poderia dar a vitória aos Bulls, e foi justamente o que aconteceu. Nos acréscimos, Bryan Habana recebeu a bola próximo da lateral do campo e disparou feito um funcionário de Safari fugindo de um Leão. Vale a pena ver novamente os minutos finais (com narrazione in italiano):



O mais curioso é que na final que aconteceu no último sábado, faltando 3 minutos para o final, o Sharks teve a chance de liquidar a partida com um pênalti, mas François Steyn desperdiçou a cobrança. Parecia que a tragédia de 2007 iria se repetir. No último ano, o time de Durban errou uma conversão que acabou custando o título. A pressão dos Bulls nos minutos finais novamente deixou os torcedores do Sharks a beira de um ataque cardíaco (e a beira de um ataque aos jogadores, já que dificilmente perdoariam uma nova entregada). Abaixo, os melhores momentos:

Mas afinal, por que a província que representa o Sharks se chama “Natal”? Para uma antiga província boer, soa demasiadamente católico e português.

Acontece que os portugueses chegaram lá antes e batizaram a região de “Natalia”. Os lusitanos têm uma longa história de presença na África Meridional, sobre a qual prefiro não entrar em detalhes para evitar citações gratuitas à obra Os Lusíadas, de Camões.

Quanto ao nome do time - Sharks - é uma referência à fauna da região: o mar de Durban é famoso pela sua grande população de simpáticos tubarões-brancos!


Parabéns, tubarão!

Sharks: 14
Tries: Ruan Pienaar, François Steyn
Conversões: Ruan Pienaar, Frederic Michalak

Blue Bulls: 9
Pênaltis: Morne Steyn (2)
Drop Goal: Morne Steyn

27 October, 2008

Mesmo sem doar dinheiro à Igreja Renascer, Kaká comete equívoco.

Filed under: Geral, Brasil


“Pode perguntar para qualquer um que está aqui, todos vão dizer que pagariam para jogar futebol e estar na seleção. Eu pagaria para ser jogador de futebol, porque é a minha paixão. Claro que, depois, com o seu talento, você faz dele uma profissão, e se torna bem remunerado. Mas a paixão permanece”

Essas foram as palavras do jogador Kaká (foto), no último dia 14, ao receber homenagem na calçada da fama do Maracanã.

Todos sabemos que pagar para jogar na seleção é um exemplo meramente hipotético. Mas considerando que o chavão pronunciado por Kaká pudesse se tornar realidade, por que alguém pagaria para vestir a amarelinha e empatar em casa com o Colômbia? Seria realmente por paixão? Ou haveria outros motivos por trás desse gesto aparentemente nobre?

Kaká parece que se esqueceu de citar a famosa “sede de nomeada”, expressão que tomamos emprestada da cria de Machado de Assis, o defunto-autor Brás Cubas. É o ardor de ver o nome estampado em letras colossais. É a glória de ver milhares berrando um nome - o seu - em um frenesi histérico. É o seu rosto em propagandas, em televisores, outdoors, e o seu pélvis colado a mulheres estonteantes. Com tamanho lucro ao ego, o bolso sequer acusa o prejuízo.

O meia-atacante do Milan e da seleção completa: “Não se trata de dinheiro, mas de um sentimento de orgulho. Não somos um exército, no sentido de ser a pátria de chuteiras, mas me sinto orgulhoso de defender o meu país quando entro em campo com a seleção”

Orgulho é pecado, Kaká. Está na Bíblia. Um garoto tão religioso não deveria se deixar seduzir por essas extravagâncias mundanas.

*

A situação é hipotética apenas para a seleção de futebol. Para a seleção de rugby, é preciso efetivamente pagar para jogar. É o que diz Ramiro Mina, o Mocho, capitão da equipe que bateu Trinidad e Tobago na última semana. Em entrevista para o Blog do Martoni, o jogador afirma que “mais uma vez, jogadores e comissão, (…) tiveram que pagar de seu bolso muitos dos custos desta viagem e preparação (transporte em Miami, hotel em Miami, todas as refeições em Miami e Trinidad, hotel em Trinidad, custos com vistos e taxas, etc).”

Estima-se que alguns atletas chegam a desembolsar até 5000 reais para representar o Brasil.

No jogo de volta contra Trinidad e Tobago, em São José dos Campos, os jogadores da seleção, liderados pelo centro Fernando Portugal, resolveram até mesmo organizar uma vaquinha solidária para ajudar nos gastos dos atletas. Quem comparecesse no estádio para prestigiar a seleção, poderia ajudar os jogadores com uma doação de dez reais (o preço do ingresso,antes da decisão de tornar a partida aberta ao público).

Ou seja, para ser jogador da seleção de rugby por sede de nomeada, é preciso ter um raciocínio no mínimo excêntrico, pois ninguém conhece o esporte no Brasil. Se existe alguma seleção onde os atletas defendem o país por gosto, e não só pagariam, como pagam para isso, é a seleção de rugby.

21 October, 2008

Heineken Cup: 2a. rodada

Na segunda rodada da Heineken Cup, Leinster e Cardiff Blues dispararam nos seus respectivos grupos, enquanto o colorido Stade Français fez mais uma boa partida. Os franceses do Montauban continuam mordendo os calcanhares dos favoritos, sonegando-lhes heroicamente pontos de bonificação. No País de Gales, o Ospreys, que entrou na competição com pinta de favorito, conseguiu apenas uma vitória magra contra os catalões do Perpignan. E os italianos, que têm “figurante” registrado na carteira de trabalho, bateram o cartão ponto mais uma vez, perdendo por até 44 pontos de diferença para seus adversários.

A próxima rodada será em dezembro, o que nos dará tempo suficiente para atualizarmos o blogby com um monte de bobagens que já deveriam ter sido publicadas há séculos!

Glasgow Warriors 16 - 22 Toulouse

Existe um chavão de que “o futebol é o único jogo no qual a equipe melhor nem sempre vence”. Pensei que iria ver essa frase cair por terra no confronto entre Glasgow e Toulouse. Os escoceses estavam perdendo por 22 a 9 até os 33 minutos do segundo tempo, mas Lome Fa’atau marcou um bonito try e deixou sua equipe a 6 pontos dos franceses. O Glasgow então partiu para cima e chegou a dar um sufoco nos franceses, mas não foi capaz de superar a equipe claramente superior do Toulouse. Se virassem o jogo, seria certamente um dos resultados mais épicos e injustos do torneio, considerando o nível de jogo mediocre do Glasgow.

Sale Sharks 16 - 24 Munster

Jogo sensacional que não consegui ver todo graças a porra da Brasil Telecom. O Munster começou bem melhor, abrindo 13 a 6 no primeiro tempo. Chegou a estar liderando por 10 pontos de diferença, mas o Sale conseguiu o empatar com um penal de Luke McAllister e um try convertido de Dean Schofield. Tudo apontava para uma virada espetacular dos Sharks, mas no final, o Munster apresentou sua credencial de campeão com um try de David Wallace. Os irlandeses abriram 21 a 16 no placar, e o Sale poderia virar o jogo com um try convertido. Foi aí que o fullback do Munster, Ronan O’Gara, acabou com as chances dos ingleses, marcando um drop goal a quatro minutos do fim. Péssimo resultado para o Sale e excelente resultado para o atual campeão da Heineken Cup, que empurra para baixo um concorrente direto na briga pela classificação.

OUTROS RESULTADOS:

Biarritz Olympique 41 - 10 Rugby Calvisano
Castres Olympique 6 - 13 Edinburgh
Harlequins 42 - 21 Ulster
Leinster 41 - 11 London Wasps
Ospreys 15 - 9 Perpignan
Stade Français 37 - 15 Scarlets
Benetton Treviso 16 - 60 Leicester Tigers
Bath 13 - 9 Newport Gwent Dragons
Cardiff Blues 37 - 24 Gloucester

CLASSIFICAÇÃO:

Grupo 1 J V E D T PF PC B PTS
Munster 2 2 0 0 3 43 33 0 8
Sale Sharks 2 1 0 1 5 48 39 1 5
Clermont Auvergne 2 1 0 1 3 39 51 0 4
Montauban 2 0 0 2 4 36 43 2 2
Grupo 2 J V E D T PF PC B PTS
Leinster 2 2 0 0 10 68 27 2 10
London Wasps 2 1 0 1 4 36 52 0 4
Edinburgh 2 1 0 1 2 29 33 0 4
Castres Olympique 2 0 0 2 1 17 38 1 1
Grupo 3 J V E D T PF PC B PTS
Leicester Tigers 2 2 0 0 9 72 22 1 9
Ospreys 2 1 0 1 0 21 12 1 5
Perpignan 2 1 0 1 3 36 31 1 5
Benetton Treviso 2 0 0 2 2 32 87 0 0
Grupo 4 J V E D T PF PC B PTS
Harlequins 2 2 0 0 8 71 43 1 9
Stade Français 2 2 0 0 6 63 25 1 9
Scarlets 2 0 0 2 4 37 66 1 1
Ulster 2 0 0 2 4 31 68 0 0
Grupo 5 J V E D T PF PC B PTS
Toulouse 2 2 0 0 3 40 32 0 8
Bath 2 1 0 1 3 29 27 1 5
Newport Gwent Dragons 2 1 0 1 3 41 35 1 5
Glasgow Warriors 2 0 0 2 4 38 54 1 1
Grupo 6 J V E D T PF PC B PTS
Cardiff Blues 2 2 0 0 12 93 44 2 10
Biarritz Olympique 2 1 0 1 7 51 32 1 5
Gloucester 2 1 0 1 4 46 47 0 4
Rugby Calvisano 2 0 0 2 3 30 97 0 0

J - Jogos
V - Vitórias
E - Empates
D - Derrotas
T - Tries marcados
PF - Pontos a favor
PC - Pontos contra
B - Pontos de bonificação
PTS - Pontos

Pontuação: (Vitória: 4 pontos; Empate: 2 pontos; Derrota: 0 pontos; Marcar 4 ou mais tries: 1 ponto de bônus; Perder por até 7 pontos de diferença: 1 ponto de bônus)

Critérios de desempate: (Entre equipes do mesmo grupo: 1. Confrontos diretos 2. Maior número de tries marcados nos confrontos diretos 3. Maior saldo de pontos nos confrontos diretos. Entre equipes de grupos diferentes: 1. Maior número de tries marcados 2. Maior saldo de pontos 3. Menor número de jogadores expulsos e/ou suspensos 4. Sorteio)

18 October, 2008

Eliminatórias: Brasil despacha Trinidad e Tobago e segue vivo!

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O Brasil venceu Trinidad e Tobago em São José dos Campos, pelo placar de 24 a 12. Com o resultado, a seleção de rugby avança para a próxima fase das Eliminatórias da Copa.

Desde o início, o palco estava montado para mais uma grande apresentação do Brasil. A torcida compareceu ao estádio para apoiar os jogadores, e a molecada travessa da aviação nacional não deixou de dar sua contribuição, atrasando o voô dos atletas de Trinidad e Tobago. Valeu, ANAC!

Os brasileiros começaram melhor, marcando um try logo aos 15 minutos de jogo com Daniel Gregg, o Gregg, após receber um passe do scrum-half Matheus Duque, o Mateuzinho. A conversão veio com o fullback Erick Monfrinatti Cogliandro, o Putim.

Em seguida, a seleção cometeu vários erros e deixou os tabacudos passarem à frente no placar, com a marcação de dois tries.

No início do segundo tempo o Brasil ficou com um jogador a menos: o árbitro suspendeu por 10 minutos o asa Diego Lopez, o Diego Lopez, por um tackle atrasado no abertura trimbaguense, o veterano Brendan O’Farrel. O atleta de Trinidad e Tobago tem 38 anos, mas rosto de 59. Aliás, a impressão que dava era que O’Farrel envelhecia aproximadamente cinco anos a cada jogada, de tal forma que aparentava ter 230 ao término da partida.

Apesar das dificuldades, a seleção soube reunir forças para reverter a situação. A virada passou diretamente pelos scrums, onde nossos paulista tiveram amplo domínio. Diego Lopez, que havia voltado da punição, empatou o jogo com um try, depois de uma seqüência de mauls. Em seguida, após boa jogada de Lucas Duque, o Tankinho, o Brasil passou à frente com um try do primeiro ministro russo.


No final, Trinidad e Tobago quase estragou a festa da seleção. Nos acréscimos, os caribenhos estiveram muito perto de marcar um try e possivelmente virar o jogo, mas a defesa brasileira manteve-se sólida e não deu chances para os tabacudos. Encerrando em grande estilo o ano da seleção brasileira de rugby, o chefe de estado eslavo encaixou um contra-ataque no último minuto de jogo, que culminou num try de Rafael Dawalibi.

Agora, a seleção só volta a campo pelas Eliminatórias no outono de 2009, quando provavelmente disputará o triangular decisivo no Uruguai.

A grande questão é saber se o Brasil tem rugby para sonhar com uma classificação contra Chile e Uruguai. Pelos resultados recentes, as chances são poucas. Na última década, o Brasil enfrentou os chilenos duas vezes: em Abril de 2002 e em Outubro de 2005. Em ambas ocasiões, foi derrotado com folga, por 46 a 6 e 57 a 13, respectivamente. Contra o Uruguai, os prognósticos são ainda mais sombrios, já que eles estão muito a frente do Brasil e atualmente treinam com seleções muito mais fortes, como EUA, Romênia e Portugal.

Brasil (24)

Tries: Daniel Gregg, Diego Lopez, Putim e Rafael Dawalibi
Conversões: Putim (2)

Trinidad e Tobago (12)

Tries: Andre Cabera, Dexter Snaggs
Conversão: Brendan O’Connor

16 October, 2008

ESPN vai transmitir jogo do Brasil em horário baladeiro

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Está confirmado: quem tem televisão a cabo poderá assistir na ESPN Internacional o VT do confronto entre Brasil x Trinidad e Tobago, às 22h de sábado. (Impossível não lembrar do ditado “antes tarde do que nunca”, nessa ocasião)

O apoio que a ESPN dá ao rugby no Brasil é admirável. Creio que o canal não transmitiria rugby sem que houvesse lucro financeiro, por mais irrisório que seja, já que atualmente, não existe canal a cabo que se sustente exclusivamente com o dinheiro das assinaturas. Mesmo assim, a coragem da emissora de bancar a transmissão de um esporte totalmente desconhecido no Brasil é digna de aplausos. Logo, fica até meio chato reclamar do horário e do fato do jogo não ser ao vivo. Mas que é um horariozinho bem sem-vergonha, isso é!

Apesar disso, é uma oportunidade de ouro para criar uma boa impressão sobre o esporte com os seus amigos que nunca ouviram falar em rugby. Antes de ir para a balada, convide a galera do karaleo para encher o tanque na sua casa. Em pouco tempo, todos estarão bêbados e torcendo efusivamente para o Brasil, apesar do jogo ter acabado há mais ou menos cinco horas. Certamente não vão memorizar direito as regras, mas as impressões serão as melhores possíveis!

Outra informação importante: a partida, que antes seria realizada no campo do SPAC, agora será realizada no Estádio da ADC Parahyba, em São José dos Campos, às 16h. A entrada, que antes seria cobrada, agora será gratuita. Para quem está em São Paulo e deseja prestigiar a seleção: o endereço é Rua Paulo Madureira Lebrão, 204 - Vila César. (Aqui, um mapinha indicando o caminho)

Eis aí o templo! (Cuidado com essa mata virgem aí do lado. É o lar de muitas espécies nativas ameaçadas de exitinção, como o mico-leão dourado, a arara azul e o eleitor paulistano consciente)


UPDATE: A ESPN MUDOU o horário do jogo, faltando UM DIA para o confronto. Agora será às 19h. Valeu, ESPN. Além da partida coincidir exatamente com o jogo do Inter, meu post deixou de fazer sentido!
Apesar disso, repito o que falei anteriormente: cuidado com o matagal. Abraço a todos!

14 October, 2008

Começa a Heineken Cup

Começou no último fim de semana a Copa Européia de Rugby, mais conhecida como Heineken Cup. Ao todo, os 24 melhores clubes dos países europeus que disputam o Six Nations vão lutar pelo título, que em 2007 foi conquistado pelo Munster da Irlanda. Apenas cinco equipes não disputaram a última edição do torneio. São estas Bath Rugby e Sale Sharks na Inglaterra, Castres Olympique e Montauban na França e Rugby Calvisano na Itália. DROPOUT obviamente lamenta a ausência do Viadana da Itália, que não conseguiu se classificar este ano.

O regulamento é o mesmo do ano passado: as 24 equipes dividem-se em seis grupos de quatro times cada. O primeiro de cada grupo passará para as quartas-de-final, assim como os dois melhores segundos colocados. O mata-mata segue até o dia 22, 23 ou 24 de Maio 23 de Maio, quando a grande final será disputada em Edimburgo, na Escócia.

1a. RODADA

Munster 19 - 17 Montauban

O atual campeão Munster precisou suar feito um porco para bater o modesto Montauban. A intenção era comemorar a reinauguração do estádio Thomond Park com uma vitória e ponto de bonificação. Ao invés disso, os irlandeses quase foram derrotados, conseguindo retomar a liderança no marcador apenas a 4 minutos do fim. Quem roubou a cena foi o scrum-half do Montauban, o romeno Petre Mitu, que infernizou o Munster com chutes precisos e ótima visão de jogo.

Toulouse 18 - 16 Bath Rugby

Jogo bastante equilibrado, que apesar do placar baixo e da chuva de pênaltis tipicamente européia, não deixou de ser eletrizante. Ironicamente, quem venceu o jogo sem anotar um mísero try foi o time francês, e não o inglês. O Bath, pelo contrário, jogou um rugby muito mais ofensivo e chegou a marcar dois tries, sendo o segundo deles faltando um minuto para o fim da partida. Porém, os ingleses entregaram a rapadura, cometendo um pênalti nos acréscimos. O francês David Skrela não perdoou e encaçapou o seu sexto chute penal na partida, garantindo a vitória para o Toulouse.

Ulster 10 - 26 Stade Français

Jogo que foi transmitido pela ESPN para todo Brasil. Uma pena que, em uma rodada com tantos jogos emocionantes, esse deixou muito a desejar. Os insólitos e levemente aveadados homens de rosa do Stade dominaram a partida amplamente, não permitindo reação do time irlandês. A equipe francesa mostrou que tem bala na agulha para ganhar o campeonato, mas é importante observar que o time da região mais tumultuada da Irlanda não fez uma boa atuação. Vai ser mais fácil ver um protestante fazendo o sinal da cruz em Belfast do que o Ulster levantando a taça.

OUTROS RESULTADOS:

Perpignan 27 - 16 Benetton Treviso
Edinburgh 16 - 27 Leinster
Newport Gwent Dragons 32 - 22 Glasgow Warriors
Clermont Auvergne 15 - 32 Sale Sharks
Rugby Calvisano 20 - 56 Cardiff Blues
Scarlets 22 - 29 Harlequins
Gloucester Rugby 22 - 10 Biarritz Olympique
Leicester Tigers 12 - 6 Ospreys
London Wasps 25 - 11 Castres Olympique

CLASSIFICAÇÃO:

Grupo 1 J V E D PF PC PB PTS
Sale Sharks 1 1 0 0 32 15 1 5
Munster 1 1 0 0 19 17 0 4
Montauban 1 0 0 1 17 19 1 1
Clermont Auvergne 1 0 0 1 15 32 0 0
Grupo 2 J V E D PF PC PB PTS
Leinster 1 1 0 0 27 16 1 5
London Wasps 1 1 0 0 25 11 0 4
Edinburgh 1 0 0 1 16 27 0 0
Castres Olympique 1 0 0 1 11 25 0 0
Grupo 3 J V E D PF PC PB PTS
Perpignan 1 1 0 0 27 16 0 4
Leicester Tigers 1 1 0 0 12 6 0 4
Ospreys 1 0 0 1 6 12 1 1
Benetton Treviso 1 0 0 1 16 27 0 0
Grupo 4 J V E D PF PC PB PTS
Stade Français 1 1 0 0 26 10 0 4
Harlequins 1 1 0 0 29 22 0 4
Scarlets 1 0 0 1 22 29 1 1
Ulster 1 0 0 1 10 26 0 0
Grupo 5 J V E D PF PC PB PTS
Newport Gwent Dragons 1 1 0 0 32 22 0 4
Toulouse 1 1 0 0 18 16 0 4
Bath Rugby 1 0 0 1 16 18 1 1
Glasgow Warriors 1 0 0 1 22 32 0 0
Grupo 6 J V E D PF PC PB PTS
Cardiff Blues 1 1 0 0 56 20 1 5
Gloucester 1 1 0 0 22 10 0 4
Biarritz Olympique 1 0 0 1 10 22 0 0
Rugby Calvisano 1 0 0 1 20 56 0 0

J - Jogos
V - Vitórias
E - Empates
D - Derrotas
PF - Pontos a favor
PC - Pontos contra
PB - Pontos de bônus
PTS - Pontos

Vitória: 4 pontos
Empate: 2 pontos
Derrota: 0 pontos

Marcar 4 ou mais tries: 1 ponto de bônus
Perder por até 7 pontos de diferença: 1 ponto de bônus

12 October, 2008

Eliminatórias: Brasil atropela Trinidad e Tobago!

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No duelo entre Samba e Calypso, deu Samba! (Toma essa, Chimbinha!) O Brasil massacrou Trinidad e Tobago em Port of Spain pelo placar de 31 a 8, conforme esse blogby havia previsto! (DROPOUT está cada vez menos blogby e cada vez mais jornalismo esportivo. Já estamos até mesmo edificando o pilar sagrado desta vertente do periodismo: o oportunismo calhorda e desenfreado)

As semelhanças com o jornalismo esportivo não param por aí: estivemos muito perto de sermos os primeiros a documentar o resultado na internets brasileira. Isso porque, na noite de sábado, acessamos a rádio trimbaguense i95.5 FM para ouvir possíveis notícias sobre o jogo. Segundo o ótimo Blog do Martoni, o rugby em Trinidad e Tobago goza de alguma popularidade, ao contrário do que ocorre no Brasil.

Capturamos o programa iSport, ancorado pelo corajoso André Errol Baptiste. Infelizmente, pegamos apenas o último bloco do programa, quando Baptiste e seus intrépidos sequazes discutiam Críquete, uma das paixões nacionais trimbaguenses ao lado do futebol.

Também acessamos a Power 102.1 FM, que transpirava ritmo e sensualidade pelas ondas do rádio, com uma bela seleção de soca, calypso e reggae. Porém, no boletim esportivo, só ouvimos informações sobre o embate crucial entre Trinidad e Tobago e Guatemala pelas Eliminatórias da Copa da África.

A Power 102.1 FM me pareceu uma rádio mais voltada à música. Todavia, também transmitem programas de utilidade pública. É o caso do programa Sexplosion, com o Dr. Raj Ramnanan. Segundo o site, “o Dr. Raj e seus convidados estão preparados para responderem qualquer pergunta sobre sexo“. Vale a pena conferir! (Quartas, das 22h à 0h e Sextas, das 21h à 0h).


À esquerda: André Baptiste aponta suas armas para a desinformação. À direita, Dr. Raj e um convidado respondem qualquer pergunta sobre sexo.

Sobre o jogo, tudo indica que foi mais uma grande apresentação dos nossos abnegados bandeirantes. Não fossem os desfalques e o cansaço, a vantagem poderia ter sido ainda maior para o lado brasileiro. Com a vitória, a seleção poderá perder por até 22 pontos de diferença no jogo de volta que, ainda assim, garantirá a vaga para a próxima fase.

Trinidad e Tobago (8): 1 Damian Martinez, 2 Felician Guerra, 3 Samuel Roberts, 4 Peter Bacchus, 5 Jason Clark, 6 Selwyn St. Bernard, 7 Graeme Alkins, 8 Adam Frederick, 9 Jonathan O’Connor,10 James Walklin,11 Kidane Silverthorne,12 Kirk Aanensen, 13 Nigel Arismandez,14 Andre Cabera,15 Kelson Figaro
RESERVAS: 16 Don Rojas, 17 Wayne Kelly,18 Dexter Snaggs,19 Kurt Quashie, 20 Adam Seedansingh, 21 Andrew Crooks, 22 Kirk Quashie
TÉCNICO: Rhett Chee Ping

Try: Clark
Pênalti: O’Connor

Brasil (31): 1 Reges Comoreto, 2 Daniel Danielewicz, 3 Ramiro Mina, 4 Andre Fujita, 5 Christiano Costa, 6 Jean Marc Volland, 7 Diego Lopez, 8 Joao Carlos Orioli, 9 Matheus Duque, 10 Lucas Duque, 11 Daniel Gregg, 12 Joao-Luis Da Ros, 13 Giuliano Passini, 14 Rafael Dawailibi, 15 Erick Cogliandro
RESERVAS:16 Leonardo Sarro, 17 Julian Manutti, 18 Alexandre Spano, 19 Henrique Pinto, 20 Rafael Strenger, 21 Fernando Martins, 22 Mauricio Coelho
TÉCNICO: Pierre Paparemborde

Tries: Gregg, Da Ros, Duque e Comoreto
Conversão: Cogliandro
Pênalti: Cogliandro
Drop Goal: Duque

10 October, 2008

Eliminatórias da Copa: Trinidad e Tobago x Brasil.

Filed under: Geral

O Brasil enfrenta amanhã a seleção de Trinidad e Tobago, valendo vaga para a próxima fase das Eliminatórias da Copa. Pelos acontecimentos da última semana, parece que a partida contra os caribenhos, que era pintada com cores de barbada em muitos lugares (nosso blogby incluído), não será nada fácil.

Em uma louca turnê de amistosos preparatórios, que contou com jogos contra a Seleção de Desenvolvimento da URBA (Unión de Rugby de Buenos Aires), a equipe argentina do Buenos Aires Cricket e os paraguaios do(a) CURDA, a fragilidade da Seleção Brasileira ficou mais uma vez evidente. Nossos paulista foram derrotados nos 3 jogos, o que deixou todo mundo apreensivo e reacendeu a eterna polêmica sobre a falta de planejamento, preparo e investimento por parte das federações esportivas do Brasil. Agora, só nos resta torcer para que o treinador de Trinidad e Tobago não tenha lido os posts grandiloqüentes de DROPOUT, rebaixando os caribenhos. Se ler, certamente irá imprimir e forrar as paredes dos vestiários em Port of Spain!

É importante salientar que a derrota para a URBA era esperada e a derrota para o Buenos Aires Cricket, tolerável. O rugby argentino, mesmo em nível de clubes, apresenta uma diferença oceânica em relação ao Brasil. O que surpreendeu mesmo foi a derrota para a CURDA do Paraguai, pelo imponente placar de 44 a 15. É óbvio que, quando o Brasil vence a seleção daquele país há apenas 3 meses, o esperado é que vença o melhor clube da região. A diferença de 29 pontos acendeu o sinal amarelo para o time brasileiro (ou farol, como dizem os paulista).

Além desses 3 jogos, a Seleção venceu na última terça-feira um amistoso contra a Seleção da Florida, nos EUA, pelo placar de 29 a 5.

Amistosos de preparação antes de grandes confrontos são sempre importantes, seja qual for o esporte. No rugby, praticamente não há a possibilidade das seleções dos países mais fracos treinarem. A preparação é feita apressadamente - totalmente nas coxas - e muito longe das condições ideais. Daí porque qualquer teste, por mais capenga que seja, é sempre apreciado. Porém, a forma como a preparação da seleção foi feita para o confronto contra Trinidad e Tobago é, no mínimo, questionável: quatro jogos, duas semanas antes de um jogo decisivo, fora de casa. Não é necessário entender de rugby para saber que o efeito causado por essa maratona de jogos é significativo em atletas amadores. E não é apenas achismo meu, é fato também: ao todo, dois jogadores se lesionaram no tour da morte e não jogam contra Trimbago.

Apesar disso, o retrospecto do Brasil é favorável: embora a seleção tenha sido derrotada pelos tabacudos em 1996, pelo placar de 41 a 0, nos dois últimos confrontos levamos a melhor: 9 a 0 em 2002 e 11 a 10 em 2003.

A partida começa às 16h, e nenhuma emissora transmitirá, mas você vai ficar sabendo tudo em primeira mão aqui no DROPOUT. (Na verdade, em segunda mão, porque vou copiar várias coisas da internets!)























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