25 September, 2008

Brasil se prepara para estraçalhar Trinidad e Tobago


A seleção brasileira voltará a campo para buscar uma honrosa eliminação tardia nas Eliminatórias da Copa. O adversário da vez é Trinidad e Tobago, que foi o Campeão da NAWIRA B (Uma espécie de 2a. divisão da CONCACAF do Rugby). Quem vencer a série de dois jogos enfrenta Chile e Uruguai na próxima fase.

A primeira partida será dia 11 de Outubro em Port of Spain, capital do país caribenho. O jogo de volta será em São Paulo, no dia 18 do mesmo mês. Para quem mora na Terra da Garoa e do Executivo Impiedoso, a partida será realizada no campo do SPAC. O endereço é Av. Robert Kennedy, 1448 - Bairro Socorro.

O preço mínimo do ingresso é R$ 10,00 e o máximo, R$ 30,00. Para você que já está reclamando da cobrança, como se o rugby já não fosse suficientemente impopular no Brasil, saiba que uma arquibancada novinha de 4000 lugares será instalada exclusivamente para o espetáculo! Estas coisas custam dinheiro, moleque!

Segundo informações do site Rugby Mania, a partida provavelmente será transmitida pela ESPN Brasil. É uma excelente oportunidade de ver o rugby com olhos de torcedor, e não com olhos de explorador dos mares do Sul, como geralmente fazemos.

Ao contrário da seleção de futebol, o pessoal do rugby sua a camisa para defender o verde-louro desta flâmula, paz no futuro e glória no passado. Para que o Brasil siga vivo nas Eliminatórias, muitos dos nossos paulista vão ter que dar explicação pro chefe, ou deixar o sócio cuidando da Academia. Se esses abnegados bandeirantes não merecem a vibração das nossas cordas vocais, então quem merece? Ele?

A seleção já iniciou sua preparação para o jogo decisivo, enfrentando a Seleção de Desenvolvimento da URBA (Unión de Rugby de Buenos Aires) no último dia 19. O placar foi 79 x 3 para os argentinos.

A informação pode assustar o leitor leigo, mas não é para tanto. Vejamos: todos sabemos que, no fundo, a Argentina não é um país. Isso é o que os hermanos querem que você acredite, pois qualquer pessoa esclarecida sabe que a Argentina é, na verdade, formada pela cidade de Buenos Aires e por algumas praias de Santa Catarina. Os argentinos que não moram em Buenos Aires, ou estão na Patagonia, na Cordilheira dos Andes ou perto de São Borja. Quem é que, em plena consciência, escolheria viver em locais tão escrotos? Logo, a Seleção de Desenvolvimento de Buenos Aires é, praticamente, um Time B da Seleção Junior da Argentina, o que torna nossa derrota bem menos vexatória… Quer dizer… Sabe como é, né?

Deixando as brincadeiras de lado, reitero que o Brasil, se passar por Trinidad e Tobago, perderá todos os jogos que disputar com Uruguai e Chile. Novamente, o leigo poderá se decepcionar com meu prognóstico, mas a verdade é que o rugby brasileiro, apesar de ocupar uma posição digna no ranking da IRB, ainda está engatinhando. Mesmo assim, o esporte está, de fato, se desenvolvendo a passos quelônicos, ao invés de permanecer totalmente estagnado como tantas outras modalidades. Por isso, é importante que o Brasil fique tomando pau do Chile e do Uruguai nos próximos anos, para quem sabe, estar em pé de igualdade com selecionados que fazem parte do Top 20 num futuro próximo.

16 September, 2008

Pra variar, Nova Zelândia vence o Tri Nations!


E deu All Blacks de novo! A Nova Zelândia faturou o seu 9o. título em 13 edições do Tri Nations, vencendo a Austrália, na casa do adversário, por 28 a 24. Com a vitória, o time neo-zelandês também manteve a posse da Bledisloe Cup pela 6a. vez consecutiva desde 2003.

Os Tudo-Preto começaram a partida abrindo 7 a 0 no marcador, com um try do fullback Mils Muliaina e uma conversão de Dan Carter. Em seguida, o australiano Matt Giteau encaçapou um pênalti e cortou a vantagem neo-zelandesa para quatro pontos.

Porém, foi no segundo tempo que a maior parte da ação aconteceu. Um try de Adam Ashley Cooper, logo no primeiro minuto da etapa final, colocou os Cangurotes à frente no marcador. Em seguida, uma bela jogada de Matt Giteau resultou em um try de James Horwill, ampliando a vantagem australiana para 17 a 7. Reação fulminante dos Wallabies, que não impediu um tremendo apagão logo em seguida. Após uma série de vacilos, os Criminosos viram o pretume tomar conta do campo, tanto no sentido figurado como no literal.

A virada neo-zelandesa começou logo aos 9 minutos do segundo tempo. Os All Blacks tomaram a bola dos australianos no meio do campo e encaixaram um rápido contra-ataque, que culminou em um try do sempre surpreendente Tony “Pinto de Pau” Woodcock. Definitivamente, Toninho Carvalho é jogador de decisão, e especializou-se em marcar tries de grande relevância no torneio, o que é um feito considerável para quem joga de pilar.

A vantagem australiana baixou de 10 pontos para apenas 3, mas dois tries neo-zelandeses (Piri Weepu e Dan Carter) arruinaram as chances dos Criminosos de afanarem o troféu do Tri Nations. Quando tudo parecia estar perdido, o centro australiano Ryan Cross deu um fiapo de esperança para os Wallabies, marcando um try. Faltando dois minutos para o final, os All Blacks lideravam o placar por 28 a 24 e poderiam perder a partida, se os australianos marcassem um milagroso tryno último minuto. Porém, o coelho (ou seria wallaby?) não saiu da cartola, e a Nova Zelândia acabava de conquistar mais um título do Tri Nations.

Foi um ótimo torneio, com uma final emocionante (o que tem sido cada vez mais raro em finais de campeonatos, independente do esporte). O aspecto negativo talvez tenha sido o fraco desempenho da campeã mundial África do Sul, que poderia ter dado muito mais trabalho aos adversários. Quanto à Austrália, muitas críticas foram feitas ao time e ao treinador Robbie Deans, mas é notável a melhoria dos Criminosos, que poderiam ter saído campeões tranquilamente.

PLACAR

Austrália: 24
Tries: Adam Ashley Cooper, James Horwill, Ryan Cross
Conversões: Matt Giteau (3)
Pênalti: Matt Giteau

Nova Zelândia: 28
Tries: Mils Muliaina, Tony Woodcock, Piri Weepu, Dan Carter
Conversões: Dan Carter (4)

MELHORES MOMENTOS:



12 September, 2008

Grandes campeonatecos do rugby mundial! (Parte II)

Finalmente, a segunda parte da série sobre os campeonatecos mais importantes do rugby internacional. Hoje vamos ver os torneios disputados dentro do Tri Nations:

BLEDISLOE CUP
Quem disputa:
Austrália
Nova Zelândia



Este é o mais tradicional campeonateco de rugby do hemisfério sul, símbolo máximo da rivalidade entre os All Blacks e os Wallabies. O nome é uma homenagem a Lord Bledisloe, Governador-Geral da Nova Zelândia, que doou o troféu.

Foi disputado pela primeira vez em 1932 e até 1982 era disputado irregularmente, com intervalos que variavam de dois até oito anos entre cada disputa. A partir de 1996, com o advento do Tri Nations, a Bledisloe Cup passou a ser pleiteada dentro do próprio torneio, normalmente em uma melhor de 3 partidas (2 em ano de Copa).

A Nova Zelândia têm ampla vantagem no número de títulos: os All Blacks ergueram a taça 27 vezes, contra 12 dos Wallabies. Desde 2003, o troféu está em domínio neo-zelandês.

Neste ano, pela primeira vez desde 1962, o campeonateco será decidido em 4 partidas, com o quarto jogo disputado pela primeira vez fora dos dois países. O último confronto será realizado em Hong Kong, em mais uma daquelas tentativas de popularizar o rugby no continente asiático.

Muitos leitores já estão me chamando de mal informado, incompetente, corno e viado só porque falei há alguns posts que o vencedor da última partida do Tri Nations, entre Austrália e Nova Zelândia, levaria a Bledisloe Cup. Todavia, antes de me apedrejarem, saibam que o ruído na comunicação ocorreu até mesmo na imprensa especializada da Austrália, que deu exatamente a mesma barriga. E isso que não foi em blog, foi no Rugby Heaven!

UPDATE: A Bledisloe Cup será entregue no último jogo do Tri Nations somente se a Nova Zelândia vencer. Como os All Blacks ganharam a última edição do campeonateco, basta vencer dois confrontos de quatro para manter a taça.

FREEDOM CUP
Quem disputa:
Nova Zelândia
África do Sul



Um campeonateco entre Nova Zelândia e África do Sul seria uma ótima idéia, já que os dois países têm um histórico de rivalidade muito forte, que geralmente se estende para fora de campo. Desde a turnê dos Springboks pela Nova Zelândia em 1981, que resultou em quebra-pau generalizado pelas ruas do pacato país da Oceania, os confrontos entre os Springboks e os All Blacks costumam pegar fogo. (Observe que o episódio da turnê dos Springboks em 1981 e todas suas implicações políticas e sociais são assunto para um post em separado. Além disso, quando digo “quebra-pau” na Nova Zelândia, estou me referindo a um tipo mais leve de arrastão. Certamente algo que um brasileiro tiraria de letra…)

No entanto, como o campeonateco foi criado apenas em 2004, para ser um equivalente sul-africano da Bledisloe Cup, a disputa do troféu tem sido meramente decorativa, pois por mais que a intenção seja interessante, não há como cravejar décadas de rivalidade em uma troféu oportunista, inventado há pouco tempo.

A Nova Zelândia conquistou o troféu mais vezes: são 3 títulos dos All Blacks contra um dos Springboks, desde 2004, quando a primeira edição foi disputada. (Na foto, o capitão dos All Blacks, Richie McCaw, levanta o caneco.)

MANDELA CHALLENGE PLATE
Quem disputa:
Austrália
África do Sul



Outro campeonateco recente e de menor importância. Foi disputado pela primeira vez em 2000, com vitória da Austrália. Inicialmente, a intenção era disputá-lo a cada dois anos, mas desde 2005 funciona no mesmo modo da Bledisloe Cup: melhor de 3 partidas, dentro do Tri Nations.

A Austrália ganhou o prato esse ano, após ganhar 2 dos 3 jogos contra os Springboks no Tri Nations. Com essa vitória, foi o quarto título dos Wallabies desde que o campeonateco começou a ser disputado. Os Springboks somam duas conquistas.

(As fotos da Bledisloe Cup e do Mandela Challenge Plate foram obtidas no ótimo site da Australian Rugby Union, que tem foto de tudo quanto é troféu que os Wallabies ganharam até hoje. Ao contrário de outras federações que não estão nem aí para esses gloriosos troféuzitos, a ARU mantêm viva a memória dessa prataria esquecida e empoeirada!)

11 September, 2008

Vários campeonatos começam!

Filed under: Geral

No último fim de semana, o rugby de clubes deu a largada nas Ilhas Britânicas, com as partidas inaugurais do Campeonato Inglês (Guiness Premiership) e da Liga Celta (Magners League, campeonato disputado por times da Escócia, Irlanda e País de Gales). Enqüanto isso, na França, o Campeonato Francês (Top 14) chegava a sua terceira rodada. O menos badalado Campeonato Italiano (Super 10) começa semana que vem.

Assim como no futebol, o rugby de clubes da Europa oferece uma boa grana aos atletas, motivo pelo qual atrai uma grande quantidade de talentos do Hemísfério Sul. Assim, os campeonatos de países como Nova Zelândia vêm sofrendo um enfraquecimento gradual devido ao êxodo de talentos para o velho mundo, em uma versão mais leve e ovalada do que vem ocorrendo com o futebol sul-americano.

Curiosamente, as semelhanças com o futebol não param por aí: os europeus do rugby, assim como os europeus do futebol, também gostam de jogar uma versão particularmente morrinha do esporte. Quem assiste um jogo do Campeonato Sul-Africano (Currie Cup), ou mesmo o Neo-Zelandês de Províncias, pode constatar uma diferença significativa na qualidade do jogo.

Veja alguns dos campeonatos que deram a largada no último fim de semana:



CAMPEONATO INGLÊS (GUINESS PREMIERSHIP)

Neste campeonato patrocinado pela famosa cerveja preta irlandesa, 12 times jogam entre si em turno e returno. Terminado o returno, os 4 primeiros disputam os playoffs finais, e o lanterna é rebaixado. O atual campeão é o London Wasps.

Na Inglaterra, os times são, de fato, clubes. Não há distinção entre clubes e províncias, como em outros países.

Equipes:
Bath
Bristol
Gloucester
Harlequins
Leicester Tigers
London Irish
London Wasps
Newcastle Falcons
Northampton Saints
Sale Sharks
Saracens
Worcester Warriors



CAMPEONATO FRANCÊS (TOP 14)

Apesar de já ter começado há mais tempo, o Francesão merece ser citado, por ser um dos campeonatos mais importantes da Europa e um dos mais endinheirados. 14 times jogam entre si em turno e returno, e os 4 melhores se classificam para os playoffs. Os dois últimos são rebaixados. O atual campeão é o Toulouse, que perdeu a final da Heineken Cup para o Munster.

Dizem por aí que os franceses jogam um rugby mais malemolente e muleke, comparado ao pessoal das ilhas britânicas. Nas partidas que acompanhei até agora, não vi nada disso. Mas vale a pena assistir, mesmo assim. Tem muitos jogadores de talento e uma equipe chamada Mont de Mersan, que lembra perigosamente outra coisa (que eu não vou falar aqui porque esse é um blogby educado).

Equipes:
Aviron Bayonnais
Biarritz Olympique
Bourgoin
Brive
Castres Olympique
Clermont Auvergne
Dax
Montauban
Stade Montois (Mont de Marsan)
Montpellier Heráult
Stade Français (Paris)
Perpignan
Toulonnais (Toulon)
Stade Toulousain (Toulouse)



LIGA CELTA (MAGNERS LEAGUE)

Outro campeonato patrocinado pela bebedeira da Europa Insular. Dessa vez, o goró é uma cidra irlandesa. O álcool está muito bem representado no rugby de clubes: temos Heineken Cup, Guiness Premiership e Magners League. (Se continuar nesse ritmo, daqui a pouco vamos ter um campeonato patrocinado pelo AA).

10 times jogam entre si, em turno e returno. A equipe que somar o maior número de pontos é a campeã. O atual campeão é o Leinster, da Irlanda, apesar do também irlandês Munster ser o atual campeão europeu.

A Liga Celta, ao contrário da Inglaterra e da França, funciona de uma forma um pouco diferente. Os times representam regiões nos seus países de origem. Ou seja, a Irlanda, historicamente dividida em quatro regiões (Ulster, Connacht, Leinster e Munster), é representada por quatro equipes, uma de cada região. O rugby de clubes, nesses países, funciona em dois níveis distintos: o nível de clubes propriamente dito, onde cada país tem o seu próprio campeonato, e o nível de províncias, onde cada país tem equipes representativas de suas subdivisões regionais. Seria como se cada estado do Brasil tivesse um campeonato estadual composto por vários clubes, e cada estado, um time. Assim, não há rebaixamento, e o campeonato funciona mais ou menos como aqueles campeonatos norte-americanos, onde os clubes são, na verdade, franquias.

Equipes:
Ospreys
Scarlets
Cardiff Blues
Newport Gwent Dragons
Edinburgh
Glasgow Warriors
Ulster
Connacht
Leinster
Munster

6 September, 2008

Delírio rastafari


A IRB divulgou recentemente a lista dos países que se candidataram para sediar as Copas de 2015 e 2019. Ao todo, dez federações manifestaram o desejo de trazer o evento máximo do rugby mundial para seus países.

Como era esperado, várias nações do gueto submeteram candidaturas, como Austrália, África do Sul, Inglaterra, Escócia, Irlanda, País de Gales e Itália. Todas concorrem contra o favorito Japão, que já teve sua chance de sediar uma Copa confiscada na base do carteiraço pela Nova Zelândia. O país da Oceania sediará o próximo Mundial do esporte, em 2011.

Além dessas 8 nações monótonas e suas candidaturas-chavão, dois países submeteram candidaturas pra lá de eletrizantes e tresloucadas: o primeiro é a Rússia. A nação que se espalhou como uma enorme mancha de azeite pela Eurásia ao longo de mais de mil anos de história quer aproveitar a recente onda de crescimento econômico, financiada por magnatas suspeitos, para trazer a Copa de rugby ao seu país. A Rússia, apesar de obter pouco destaque no rugby internacional, não é um país neófito no esporte: ocupa a 18a. posição no ranking da IRB e quase classificou-se para a última Copa, perdendo a última vaga para Portugal.

Porém, a candidatura mais maconheira de todas foi a da Jamaica. O país caribenho atualmente é o 85o. no ranking da IRB e não tem tradição alguma no rugby, tampouco estádios. Somente com muita liberdade e marofa pra dentro da cabeça para conceber tal idéia, que mais parece aquela da candidatura de Suriname para a Copa de 2014.

Justamente por esse motivo, DROPOUT apoiará fervorosamente a candidatura da Jamaica para a Copa de 2015 2019. O país que deu ao mundo os corredores Usain Bolt e Asafa Powell certamente presenteará o rugby mundial com velocíssimos pontas, prontos para estraçalharem as defesas dos enfadonhos selecionados europeus! Além disso, organização, estádios e retorno financeiro são coisas com o qual não devemos nos preocupar, pois com a bênção de Jah, tudo vai ficar bem!

Chegou a hora do Leão de Judah rugir mais alto! Apoie a causa jamaicana você também!

CORREÇÃO 11/09: A Jamaica candidatou-se para sediar a Copa de 2019 apenas, e não a de 2015.

2 September, 2008

Tri Nations: África do Sul 53 x 8 Austrália


Os Wallabies embarcaram de volta para a Oceania com as calças na mão, escorraçados até as orelhas. Tomaram oito tries no lombo e ainda ficou barato. Isso prova que o sul-africano pode até levar desaforo para a casa, mas não deixa o desaforo lá por muito tempo. Abusou da boa vontade do cristão, toma bala! O pai da Charlize Theron que o diga!

O pessoal que foi ao estádio pedir a cabeça do técnico Peter de Villiers, gritando uma coisinha racista aqui e ali, se viu obrigado a aplaudir a impressionante performance da África do Sul. Foi a maior derrota da história dos Wallabies em confrontos contra os Springboks, e a primeira vez que um jogador marcou quatro tries em uma partida do Tri Nations. Jongi Nokwe (foto), ponta-esquerda que substituia Bryan Habana, saiu de campo aplaudido de pé, após lesionar-se marcando o quarto try. Isso sim é que é se lesionar em grande estilo!

A Austrália largou na frente com um penal de Matt Giteau. Depois, foi uma chuva de tries para a África do Sul. Aproveitando-se dos erros australianos, o segunda-linha Andries Bekker marcou os primeiros pontos para os Springboks. Em seguida, Jongi Nokwe, totalmente em chamas, fez o diabo na defesa australiana, marcando uma série de tries muito parecidos. A África do Sul foi para o intervalo liderando o placar por um imponente 27 a 3.

Após o quinto try sul-africano, e o quarto de Jongi Nokwe, a Austrália conseguiu seu try de honra com Drew Mitchell. No entanto, 3 tries sul-africanos (Ruan Pienaar, Adrian Jacobs e Odwa Ndungane) encerraram o massacre. O torcedor sul-africano certamente deixou o estádio perguntando-se em que planeta os Springboks estavam nos últimos 2 jogos. Mesmo com a má atuação da Austrália, é inegável que a África do Sul fez por merecer esse resultado, mais desigual que 42 anos de Apartheid. Seguramente, os Veados Faceiros poderiam ter feito muito mais no torneio.

A partida também marcou a aposentadoria internacional do excelente Percy Montgomery, que entra para a história como recordista de pontos e de partidas pela seleção sul-africana: nada menos que 102 jogos e 893 pontos ao todo, desde 1997, quando jogou sua primeira partida pelos Springboks.

Talvez o único aspecto negativo dessa extensa vitória da África do Sul é que agora a Austrália provavelmente irá toda cagada para o jogo decisivo contra a Nova Zelândia. Resta torcer para que os Wallabies deixem a derrota de lado e voltem a apresentar o mesmo nível de jogo que estavam apresentando até então.

A “final” do torneio é no próximo dia 13 de Setembro, no profundamente hediondo horário das 7:05 da manhã de sábado.

PLACAR:

África do Sul: 53
Tries: Andries Bekker, Jongi Nokwe (4), Adrian Jacobs, Ruan Pienaar, Odwa Ndungane
Conversões: Butch James (3), Percy Montgomery (2)
Pênalti: Butch James

Austrália: 8
Try: Drew Mitchell
Pênalti: Matt Giteau

MELHORES MOMENTOS:



(Gosto da forma como esse narrador berra efusivamente. É como o Galvão Bueno, só que bom)

CLASSIFICAÇÃO:

1. Nova Zelândia (14 Pontos, 5 Jogos, 3 Vitórias)
2. Austrália (13 Pontos, 5 Jogos, 3 Vitórias)
3. África do Sul (10 Pontos, 6 Jogos, 2 Vitórias)























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