29 August, 2008

Tri Nations: África do Sul 15 x 27 Austrália

Pane hidráulica na África do Sul, ao melhor estilo Rubinho Barrichello! Os Springboks sofreram mais uma derrota em casa, desta vez para a Austrália, pelo placar de 27 a 15. O jogo aconteceu no último sábado, mas DROPOUT vergonhosamente só documentou agora. Digo vergonhosamente, pois somos o blogby de rug mais atualizado do Brasil, e zelar por essa reputação é muito importante. Somos, quiçá, a publicação virtual sobre rugby mais atualizada do território nacional!

Com essa derrota, os Springboks estão matematicamente fora da briga pelo título do Tri Nations 2008. Apenas para piorar, terão que se contentar com um terceiro lugar. Em outras competições, um terceiro lugar seria motivo de glória, mas num torneio com 3 participantes como esse, é pra lá de embaraçoso. Ainda mais para a atual campeã mundial.

Seria possível dizer que o simpático treinador da África do Sul, Peter de Villiers, tem muito trabalho pela frente, não fosse uma iminente ameaça de demissão. O Lula Pereira do rugby liderou sua equipe em uma péssima campanha, com apenas uma vitória em cinco jogos. E isso que o time nem mudou tanto desde a última Copa (ao contrário de boas seleções como Argentina que se autodestruiram em 2008, e hoje não são nem sombra do que foram no último Mundial).

Enquanto isso, a múmia paralítica Robbie Deans está tendo um ótimo começo como treinador dos Wallabies. Independente do resultado de África do Sul x Austrália amanhã, a “grande final” do torneio será dia 13 de Setembro, em Brisbane. Austrália e Nova Zelândia farão a última e decisiva partida. Quem ganhar o confronto será o campeão, e de quebra, levará um dos campeonatecos mais importantes do rugby mundial, a Bledisloe Cup (falaremos mais sobre ela no segunda parte do post sobre os grandes campeonatecos do rugby).

PLACAR:

África do Sul: 15
Tries: Adrian Jacobs (2)
Pênalti: Butch James
Conversão: Percy Montgomery

Austrália: 27
Tries: Benn Robinson, Lote Tuqiri, Stirling Mortlock
Pênalti: Matt Giteau (2)
Conversão: Matt Giteau (3)

CLASSIFICAÇÃO:

1. Nova Zelândia (14 Pontos, 5 Jogos, 3 Vitórias)
2. Austrália (13 Pontos, 4 Jogos, 3 Vitórias)
3. África do Sul (5 Pontos, 5 Jogos, 1 Vitória)

MELHORES MOMENTOS:


23 August, 2008

O rugby nas Olimpíadas

Filed under: Geral


Para muitos, os Jogos Olímpicos não são apenas uma oportunidade de criar enorme antipatia pelo nadador Michael Phelps: representam também uma chance de conhecer novos e insólitos esportes. Mais do que isso, é a possibilidade de ver os jornalistas esportivos e recreativos da Rede Globo fazendo matérias sobre modalidades desconhecidas, sempre abusando da entonação de jogral e do humor infanto-juvenil. Se alguém no Brasil sabe que diabos é Badminton, é porque o esporte está nas Olimpíadas.

Compreendendo o poder dos Jogos Olímpicos para a divulgação de esportes que lutam por maior popularidade, a IRB lançou uma campanha para incluir novamente o rugby nas Olimpíadas. A última vez que o esporte da bola oval participou do evento foi em 1924, nos Jogos de Paris. Desde então, o rugby nunca mais colocou os pés em um evento olímpico.

Atualmente, para um esporte entrar em uma Olimpiada, não é mais aquela zona de outros tempos (alguém aí falou em Vôlei de Praia?). O COI já afirmou que novos esportes só entrarão se outros forem retirados. Como o Beisebol e sua irmã sapatão, o Softbol, não farão mais parte dos Jogos Olímpicos de 2012, uma boa oportunidade surge para o rugby.

Bastante popular na Inglaterra, país das próximas Olimpíadas, o rugby tem uma cultura identificada com o amadorismo, o espírito esportivo e um monte de outros valores muito apreciados e pouco difundidos pelo Comitê Olímpico Internacional, além de ser praticado em mais de 100 países. Certamente, pontos positivos não irão faltar a seu favor, na hora da decisão.

É importante ressaltar que a campanha da IRB planeja incluir somente o Rugby Sevens, a variação do rugby com sete jogadores de cada lado. Considerada ideal para introduzir o esporte ao público com déficit de atenção, o Sevens é praticamente igual ao tradicional Rugby Union, sendo apenas mais rápido, zoado e infestado de tries. A colocação do Union nas Olimpíadas só será cogitada a partir de 2016, embora sua presença já esteja confirmadaça nos Jogos Pan-Americanos de 2011, em Guadalajara.

Será excelente ver nossos paulista lutando por um bom quinto lugar, o que certamente receberia alguma atenção da imprensa brasileira. A cobertura olímpica das emissoras do nosso país tem a tendência de transmitir tudo o que é coletivo e envolve o Brasil, mesmo não havendo qualquer chance de medalha ou interesse do público. O famigerado Handebol é a prova máxima disso.

Por isso, é importante não apenas torcer para o COI recolocar o rugby, como também secar o Rio de Janeiro na briga pelas Olimpíadas de 2016. Não podemos deixar o Brasil estragar tudo, fazendo lobby para a colocação do Showbol nos Jogos Olímpicos. A popularização do rugby no mundo não pode ser arruinada por estes caprichos tropicais. Nas Olímpiadas de 2016, quero ver Fiji faturando, no Sevens, a sua primeira medalha da história, não um competidor do hipismo ameaçando interromper a prova porque a organização do evento perdeu o seu cavalo. Abrace essa causa você também!

17 August, 2008

Tri Nations: África do Sul 0 - 19 Nova Zelândia

Não adianta. Definitivamente a Nova Zelândia é o Brasil do rugby: quase nunca faz por merecer e tem uma equipe composta por um bando de cretinos. Mas quando põe vergonha na cara, é imbatível. Não somente massacraram os atuais campeões mundiais, como também não sofreram um mísero triponto. Com essa vergonhosa tryada em casa, os sul-africanos começam a ficar mais longe do título, faltando apenas dois jogos para encerrarem sua participação no torneio.

Apesar do placar extenso, a diferença só se acentuou no final da partida, pois até os 16 min. do segundo tempo a Nova Zelândia liderava o marcador por um modesto 5 a 0. A péssima pontaria dos batedores de ambas equipes contribuiu para o baixo placar. O neo-zelandês Dan Carter chutava com a mesma precisão de um cirurgião plástico sem registro médico, enquanto o sul-africano Percy Montogomery estava errando tudo em sua centésima partida pelos Springboks. Percy certamente sentiu aquela profunda melancolia que só os grandes sábios (e os grandes velhos) sentem quando fazem aniversário. Veja só a cara dele, de quem acabou de ver o filho homossexual ganhar um campeonato de patinação artística:


Após o retorno de Richie McCaw, os Tudo-Preto dão sinais de que finalmente acertaram a defesa. Mais uma vez, mostraram amplo domínio sobre o adversário nas disputas de bola: foram 26 turnovers para a África do Sul, contra apenas 12 da Nova Zelândia.

Os tries neo-zelandeses foram marcados por Conrad Smith, Dan Carter e Kevin Mealamu. O último try foi um dos mais idiotas do torneio até agora: o sul-africano Jean de Villiers deu um passe nas mãos de Meleamu, que seguiu livre até o ingoal. Acompanhe abaixo os melhores momentos:



Era isso. Na verdade, esse jogo não teve grandes momentos, até porque foi uma tremenda surra dos All Blacks, para a qual os Springboks ofereceram pouca resistência. Em breve, teremos o tão esperado post-olímpico-clichê, atendendo a pedidos. Enquanto isso, vou ali ver um atleta brasileiro chorar após perder uma medalha qualquer. Abraço a todos!

PLACAR:

África do Sul: 0

Nova Zelândia: 19
Tries: Conrad Smith, Dan Carter e Kevin Mealamu
Conversões: Dan Carter (2)

CLASSIFICAÇÃO:

1. Nova Zelândia (14 Pontos, 5 Jogos, 3 Vitórias)
2. Austrália (9 Pontos, 3 Jogos, 2 Vitórias)
3. África do Sul (5 Pontos, 4 Jogos, 1 Vitória)

12 August, 2008

Grandes campeonatecos do rugby mundial! (Parte I)

No rugby internacional, existe uma tradição entre as nações fundadoras (e algumas nações emergentes) de disputarem competições perpétuas entre si. Estes campeonatecos são disputados sempre que uma seleção enfrenta a outra, podendo ou não estarem colocados dentro de um campeonato maior (normalmente Six Nations ou Tri Nations). Seria mais ou menos como Inter e Grêmio disputarem uma hipotética Copa Ênio Andrade - ou melhor ainda - um Troféu Tesourinha, toda vez que se enfrentassem em um Campeonato Gaúcho ou Brasileiro.

Talvez porque o rugby de primeiro nível seja uma panelinha dos diabos, estes troféuzitos proliferaram-se como moscas no calendário internacional. Hoje, quase todo o país que ocupa as 10 primeiras posições do ranking da IRB disputa uma meia dúzia de campeonatecos ao longo do ano. A maioria, no entanto, é meramente decorativa, por ter sido inventada há pouco tempo. As copinhas levadas mais a sério são, obviamente, as mais tradicionais.

Hoje, iremos ver os campeonatecos que são realizados dentro do Six Nations:

CALCUTTA CUP
Quem disputa:
»Inglaterra
»Escócia


Esse lindo bule-de-café é simplesmente a competição de rugby mais antiga do mundo, tendo sido disputada pela primeira vez em 1879.

O troféu tem uma história muito bonita: é uma espécie de Jules Rimet ao avesso. Após a realização de um jogo entre Escócia e um combinado da Inglaterra, Irlanda e País de Gales na cidade de Calcutá, na Índia, a pernóstica população britânica local resolveu criar um clube de rugby, que ficou conhecido como Calcutta Football Club.

Logo no início, tudo ia bem para a massa calcutense. No entanto, após alguns anos, o clube entrou em crise e foi obrigado a fechar as portas. A diretoria do Calcutta FC então sacou todas as rúpias de prata que tinham sobrado na conta do time, e ordenou que as moedinhas fossem derretidas para a fabricação do bonito caneco da foto, que seria doado à Rugby Football Union (entidade máxima do rugby na Inglaterra). A única condição era que o troféu deveria ser disputado anualmente. A RFU então optou por realizar um confronto anual entre Escócia e Inglaterra, tradição que segue até hoje. Atualmente, a disputa ocorre sempre que as duas seleções se encontram no Six Nations, e quem está com a taça no momento é a Escócia.

Olhando o tamanho do caneco, a conclusão é que ou faltou empreendedorismo para a diretoria do Calcutta FC, ou a economia da Índia estava muito inflacionada, naquela época. Com essa prata toda aí, o time só quebra se for administrado pelo governo brasileiro.

CENTENARY QUAICH
Quem disputa:
»Irlanda
»Escócia


Segundo o dicionário Merrian Webster, “Quaich” é um antigo utensílio de origem escocesa, usado para beber líquidos. O receptáculo tem uma origem que remonta à idade média: naquela época, os escoceses não sabiam qual a quantidade exata de whisky que poderiam beber no café-da-manhã, sem prejudicar o restante do dia (ou melhorar, dependendo do ponto de vista do leitor). Após muita discussão, a Igreja definiu que a dose saudável era o equivalente a um penico cheio de trago. Como penicos já eram usados para outras coisas, os escoceses criaram um utensílio semelhante, e batizaram-no de Quaich. (A propósito, essa história é totalmente inventada).

O Penico Centenário foi disputado pela primeira vez em 1989. Funciona da mesma forma que a Calcutta Cup: um jogo anual entre dois países, dentro do Six Nations. Quem atualmente está com a taça é a Irlanda.

Aparentemente, este é um campeonateco meio vagabundo, tanto que eu nem consegui achar uma foto do maldito troféu. O quaich que você está vendo aí em cima é um quaich genérico.

TROFÉU MILLENIUM
Quem disputa:
»Irlanda
»Inglaterra


Outro campeonateco nos mesmos moldes dos anteriores, desta vez entre Irlanda e Inglaterra. A primeira edição foi em 1988. O vencedor ganha um troféu no formato de um chapéu de viking. A atual campeã é a Inglaterra, mas quem está comemorando na foto são os irlandeses.

TROFÉU GIUSEPPE GARIBALDI
Quem disputa:
»Itália
»França


O mais gaúcho dos campeonatecos de rugby! Foi criado para ser um equivalente franco-italiano de competições como o Millenium Trophy e a Calcutta Cup. A primeira edição foi em 2007, e desde então, a França mantêm o caneco em sua sala de troféus. (”Caneco” é uma nomenclatura bastante elogiosa, pois esse troféu está mais para uma instalação de Bienal).

Em breve, mais campeonatecos do rugby internacional!

5 August, 2008

Tri Nations: Nova Zelândia 39 - 10 Austrália

Os All Blacks finalmente acordaram no Tri Nations de 2008 e deram um notório pau na Austrália. Não só devolveram a derrota da semana passada, como também tiraram a desvantagem no saldo, aplicando um extenso 39 a 10 nos Wallabies.

Para os exigentes padrões neo-zelandeses, a apresentação dos All Blacks não chegou a ser brilhante. No entanto, os Tudo-Preto foram extremamente eficientes nos chutes e nos rucks, o que garantiu a vitória com facilidade. A partida também marcou o retorno do craque Richie McCaw aos Homens de Preto. O asa fez a diferença nas disputas de bola e mostrou porque foi um dos jogadores que mais fizeram falta do lado neo-zelandês, no início do torneio.

A Nova Zelândia marcou os dois primeiros tries da partida com o surpreendente Tony “Pinto de Pau” Woodcock. O pilar neo-zelandês mostrou oportunismo em duas jogadas relativamente simples, conseguindo o que no rugby é o equivalente a um tosco volante de contenção marcar dois gols em uma partida de futebol. No entanto, no segundo try de Woodcock, é importante ressaltar que o árbitro prejudicou os Wallabies cometendo um erro: o lineout que acabou dando origem ao try deveria ter sido cobrado pela Austrália, e não pela Nova Zelândia.

Com os trys de Woodcock, mais dois penais de Dan Carter, a Nova Zelândia abriu rapidamente uma vantagem de 15 pontos no marcador, liderando o placar por 18 a 3. A Austrália chegou a esboçar uma reação, com um bonito try do fullback Adam Ashley Cooper, que cortou a vantagem neo-zelandesa para 8 pontos.

Porém, os Wallabies afundaram-se de vez logo aos 5 minutos do 2o. tempo, quando o centro neo-zelandês Ma’a Nonu recebeu a bola após falha australiana e chegou ao ingoal tabelando com Sitiveni Sivivatu.

Os All Blacks seguiram no mesmo ritmo até o final partida, não dando oportunidades para a Austrália reagir. Já nos acréscimos, Ma’a Nonu conseguiu o ponto de bonificação para a sua equipe, marcando seu segundo try da partida e o quarto do time neo-zelandês. O try pareceu meio mandrake em um primeiro instante, mas o juíz de vídeo entendeu que a bola escapou das mãos de Nonu somente após o apoio. Com isso, a Nova Zelândia encerrou a partida com 39 a 10 no marcador, mais um precioso ponto extra na classificação do torneio.

O próximo jogo do Tri Nations será só daqui a duas semanas. No próximo sábado, a África do Sul recebe a Argentina em Johannesburgo para um test supimpa, que DROPOUT provavelmente não irá cobrir. A partida será uma boa antecipação do que possivelmente irá se repetir no Tri Nations a partir de 2010, já que tudo indica que os Pumas entrarão no torneio em breve.

PLACAR:

Nova Zelândia: 39
Tries: Tony Woodcock (2), Ma’a Nonu (2)
Conversões: Dan Carter (2)
Pênaltis: Dan Carter (5)

Austrália: 10
Try: Adam Ashley-Cooper
Conversão: Matt Giteau
Pênalti: Matt Giteau

CLASSIFICAÇÃO:

1. Nova Zelândia (10 Pontos, 4 Jogos, 2 Vitórias)
2. Austrália (9 Pontos, 3 Jogos, 2 Vitórias)
3. África do Sul (5 Pontos, 3 Jogos, 1 Vitória)

MELHORES MOMENTOS:



1 August, 2008

A turma do gueto

Filed under: Geral


Gurizada jogando rugby em Uganda

Existe um senso comum de que o rugby é muito mais popular ao redor do mundo do que aparenta ser. Seguidamente ouvimos falar que a Copa do Mundo da modalidade é o terceiro evento esportivo mais assistido no planeta, perdendo apenas para a Copa de Futebol e para as Olímpiadas. Fala-se também no alto número de países onde o esporte é praticado. No entanto, segundo um relatório apresentado por duas empresas de consultoria da Inglaterra, essa realidade é totalmente ilusória, e o rugby está “preso em um gueto”, nas palavras dos consultores.

O relatório, intitulado “Putting Rugby First”, teve a co-autoria de Quentin Smith, presidente do tradicional clube inglês Sale Sharks. Os números não deixam de ser alarmantes, além de servirem como um bom tapa-nos-beiço da IRB: dos 33 milhões de espectadores da última Copa, apenas 3% não se encontravam localizados nas 8 “nações fundadoras” (Inglaterra, Irlanda, Escócia, País de Gales, França, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul).

Enquanto o futebol optou por levar o esporte aos confins mais remotos e escrotos do planeta, o rugby resolveu fincar os pés nos países onde já é tradicional. O resultado foi um cenário atípico, onde 115 países são filiados à IRB, mas em apenas um punhado deles o rugby goza de significativa popularidade.

Obviamente, a maior parcela de culpa recai sobre a IRB. Considerada antidemocrática pelo relatório, por concentrar um poder excessivo nas mãos dos países tradicionais, a entidade ofereceu mais um bom exemplo de sua mentalidade recentemente: preteriu o Japão à Nova Zelândia, na hora de escolher a sede da próxima Copa do Mundo, em 2011.

A nação dos All Blacks é um país de população pequena, onde o rugby já é popular e cujo mercado para esse esporte está completamente saturado. Todos sabiam que o Japão seria a escolha ideal. Japoneses lotam estádio até para assistir vôlei de praia com desfile de cães no intervalo. Além disso, o rugby local está se desenvolvendo a passos largos. Levar a Copa para o Japão não seria bom apenas para o rugby daquele país; seria bom para o rugby em todo o continente asiático, oferecendo boas oportunidades para o esporte ingressar no sedutor e garanhão mercado chinês. Porém, na hora H, o carteiraço neo-zelandês falou mais alto. É pra aprender a não mexer com o gueto, mano!

DROPOUT acredita que o ser humano é inerentemente bom, e só começa a fazer esculhambação depois que entra em contato com a sociedade. Por isso, achamos que esse conflito entre o pessoal do gueto e o pessoal de fora é ruim para o esporte. Só vai colocar mais grade, cerca elétrica e pitbull assassino arrancando mão de carteiro no mundo do rugby… É preciso diálogo, pessoal. Diálogo! Vamos nos dar as mãos e democratizar essa naba de uma vez. Até porque quando todos estão de mãos dadas, ninguém rouba a carteira de ninguém…























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