28 July, 2008

Tri Nations: Austrália 34 - 19 Nova Zelândia

Em atuação inspirada, a Austrália amassou a Nova Zelândia por 34 a 19. Os Tudo-Preto sofreram uma dura derrota com direito a ponto de bonificação para os adversários, que marcaram quatro tries na partida. Com a vitória, os australianos assumem a liderança do Tri Nations com um jogo a menos que os adversários, e mostram que têm rugby para vencerem o torneio.

O técnico dos All Blacks, Graham Henry, está com a corda no pescoço, pois já é a segunda derrota que acumula jogando um rugby bastante vagabundo. Do outro lado, o neo-zelandês Robbie Deans protagoniza uma trairagem de alto estilo, liderando os Wallabies em sua quinta vitória consecutiva, desde que assumiu o comando técnico da seleção australiana.

Apesar da grande vantagem de pontos, o jogo não foi fácil para a Austrália, que chegou a estar perdendo por 19 a 17 no início do segundo tempo. De fato, a partida parecia estar em aberto durante a maior parte do jogo, e foi apenas na segunda metade da etapa final que os All Blacks abriram a porteira para os Wallabies. Um estouro de cangurus nanicos rumando em liberdade para o ingoal adversário desnorteou os All Blacks, que sequer pensaram em cometer um crime ambiental, exterminando os lépidos cangurotes com uma feroz marcação. Ao invés disso, os Tudo-Preto assistiram a sua vantagem de 2 pontos transformar-se em uma desvantagem de 15 pontos em pouco tempo, o que garantiu à Austrália apenas a sua segunda maior vitória sobre a Nova Zelândia na história do esporte. É amigo, rugby é 15 contra 15. Não tem vencendor antes do ovo rolar! É preciso respeitar o rugby australiano, amigo!

Os Wallabies abriram o placar com um penal de Matt Giteau, que fez excelente partida e não errou nenhum chute. Logo em seguida, marcaram o primeiro tento do jogo (tradução literal de try = tento), com Ryan Cross. Quando o placar estava 10 a 0 para os Wallabies, a Nova Zelândia reduziu a vantagem australiana em cinco pontos, com um try do fullback Mils Muliaina. A Austrália respondeu em seguida com um tryzaço de Peter Hynes, após excelente jogada de Adam Ashley Cooper e Lote Tuqiri. Antes do primeiro tempo terminar, a Nova Zelândia novamente cortou a diferença para 5 pontos, com um try de Andrew Hore. Os Wallabies foram para o intervalo liderando a partida por 17 a 12.

No segundo tempo, nosso amigo paisagista Andy Ellis marcou um try e colocou os All Blacks em vantagem pela primeira vez na partida, o que não durou muito. Em seguida, a Austrália marcou com… ah, foram sete tries ao todo, cacete. Não vou ficar aqui narrando um por um. Acompanhe abaixo como foi:



O que chamou muita atenção nesse jogo foi o ritmo totalmente louco que as duas equipes apresentaram. As paralisações eram poucas, e as infrações dificilmente resultavam em pênaltis. O árbitro Craig Joubert resolveu marcar uma quantidade muito maior de free kicks (um tipo de penalidade mais leve, que normalmente é cobrada em seguida, não resultando em chutes à gol e lineouts), o que garantiu uma fluidez muito maior ao confronto. Como não sei ao certo todos os 238 incisos que compõem a regra do ruck, não saberia precisar se o juíz agiu corretamente. Só sei que foi sensacional ver um jogo em que os atletas não tiraram o pé do acelerador em nenhum momento, e que foi decidido principalmente por jogadores marcando tries, ao invés de árbitros marcando pênaltis. Também é importante lembrar que as novas regras contribuiram para a intensidade da partida, e começam a dar sinais de que vieram mesmo para ficar. Toma essa no rabo, Hemisfério Norte!

Quem quiser arrastar um amigo leigo para o fascinante e obscuro mundo do rugby, deveria dar um jeito de conseguir a gravação desse jogo e mostrá-lo na íntegra para o camarada. Impossível não ter uma impressão positiva sobre o esporte com tamanho partidaço. Haja coração, amigo!

PLACAR:

Austrália: 34
Tries: Ryan Cross, Peter Hynes, Rocky Elsom, James Horwill
Conversões: Matt Giteau (4)
Pênalti: Matt Giteau
Drop Goal: Matt Giteau

Nova Zelândia: 19
Tries: Mils Muliaina, Andrew Hore, Andrew Ellis
Conversões: Dan Carter (2)

CLASSIFICAÇÃO:

1. Austrália ( 9 Pontos, 2 Jogos, 2 Vitórias)
2. Nova Zelândia (5 Pontos, 3 Jogos, 1 Vitória)
3. África do Sul (5 Pontos, 3 Jogos, 1 Vitória)

PRÓXIMOS JOGOS:

02/08 - Nova Zelândia x Austrália - 4:35
16/08 - África do Sul x Nova Zelândia - 10:05
23/08 - África do Sul x Austrália - 10:05
30/08 - África do Sul x Austrália - 10:05
13/09 - Austrália x Nova Zelândia - 7:05

Obs: Horário de Brasília

23 July, 2008

Clint Eastwood irá dirigir filme de rugby

Filed under: Geral

Já está em fase de pré-produção o filme The Human Factor, que será dirigido pelo pistoleiro-sem-nome Clint Eastwood. O filme, baseado no livro homômimo de John Carlin, narrará a trajetória política de Nelson Mandela, usando como cenário a Copa do Mundo de Rugby de 1995.

Realizada apenas um ano após o fim do Apartheid, a competição foi sediada na África do Sul e teve os Springboks locais como os campeões. Na época, a expectativa era de que apenas sul-africanos brancos apoiariam a seleção. Os motivos eram óbvios: além de disputar um esporte que não era popular entre população negra, os Springboks estavam associados a um passado de forte segregação racial, pelo fato de sua equipe ser composta inteiramente por atletas brancos. Para piorar, a gazela saltitante era um símbolo nacional da África do Sul durante os anos de Apartheid. Mesmo assim, o então presidente Nelson Mandela resolveu deixar de lado as tensões políticas e convocou todo o país para torcer pelo time, atitude que conquistou torcedores de todas as raças para a seleção de rugby.

Especula-se que Morgan Freeman irá interpretar Mandela na película, enquanto Matt Damon fará o papel do capitão François Pienaar. Na história real, Pienaar recebeu a taça das mãos de Mandela, enquanto este vestia uma camisa dos Springboks. A cena acabou virando um dos símbolos da nova e democrática África do Sul.

Curiosamente, Matt Damon já apareceu jogando rugby em uma cena d’Os Infiltrados, de Martin Scorsese:



“Fuckin’ firefighters are a bunch of homos…”

A escolha de Morgan Freeman para interpretar Nelson Mandela é compreensível (eu pessoalmente preferia o Bira do Jô Soares, mas não sei se ele é bom ator…). Porém, a escolha de Matt Damon para o papel de Pienaar pode ser uma furada. O capitão dos Springboks de 1995 era consideravelmente maior e mais pesado que o astro de Hollywood, além de ser bastante diferente, como você pode ver na foto abaixo:


Pela internets, muitos andaram reclamando da falta de semelhança entre os dois. Uma sugestão observada com freqüência propoe que François Pienaar seja interpretado pelo cara que fez o quadragésimo-oitavo filme do James Bond, o inglês Daniel Craig:


Além de ser mais parecido, Craig sabe imitar o sotaque sul-africano muito bem, segundo os próprios habitantes daquele país.

Independente dos atores que forem escolhidos para estrelar o filme, será muito bom ver esse exótico esporte retratado no cinema, dirigido por um cara que ganha indicação ao Oscar até quando vai ao banheiro. Em um país onde as pessoas pensam que o rugby é um futebol americano sem capacete nem sabem o que é rugby, não poderia ser uma forma melhor de divulgação.

Alguns fanfarrões também andaram sugerindo que o Matt Damon deveria mesmo é fazer o papel de Nelson Mandela!


O que você acha? Pessoalmente, acho que não sendo o Samuel L. Jackson, qualquer um serve…

(Agradecimentos ao amigo Gustavo Faraon, que sugeriu a pauta)

19 July, 2008

Tri Nations: Austrália 16 - 9 África do Sul


A África do Sul não conseguiu homenagear o Tio Nelson um dia após seu aniversário de 90 anos. Os Springboks foram derrotados pela Austrália em Perth por 16 a 9.

Não poderia ser uma hora pior para ser derrotado pela Austrália, já que essa foi a primeira das 3 partidas que decidem o vencedor do Mandela Challenge Plate, um torneio dentro do Tri Nations, disputado entre o selecionado da Terra dos Cangurus e o selecionado da Terra da Copa de 2014. O torneio não é levado muito a sério, mas essas coincidências não deixam de ser um desaforo para o Mandelão. (Falarei mais sobre esses torneios de menor importância disputados por duas seleções em um post futuro).

Os Veados Saltitantes abriram o marcador com um penal de François Steyn. Porém, o primeiro try foi marcado pela Austrália aos 32 minutos de jogo. Após uma cobrança de lineout, uma rápida troca de passes dos backs australianos deixou Lote Tuqiri livre para penetrar no ingoal adversário. Tuqiri é um dos jogadores mais velozes do rugby mundial, junto com Bryan Habana.

Logo em seguida, Matt Giteau errou a conversão, mas os Cangurus Baixotes foram para o intervalo de jogo liderando a partida por um anoréxico 5 a 3.

No segundo tempo, a Austrália manteve a mesma organização e ampliou a vantagem para 10 a 3, com um belo try do capitão Stirling Mortlock, logo aos 6 minutos da etapa final. O careca foi até a linha de try carregando 3 adversários nas costas. Depois disso, um penal convertido pelos Wallabies e dois pelos Springboks deixou o placar em 13 a 9.

No final da partida, a África do Sul chegou a esboçar uma reação, pressionando a Austrália com maior intensidade, mas o centro australiano Berrick Barnes acabou com as esperanças dos Springboks acertando um drop goal no último minuto de jogo.

Ao longo da semana, houve especulação dos dois lados de que a África do Sul poderia apresentar uma queda de rendimento no seu eficiente lineout, com o desfalque do hooker titular Bismarck “O Unificador” du Plessis. No entanto, os Springboks foram sólidos nas formações fixas, tendo perdido o jogo principalmente nos rucks.

Para a África do Sul, a tabela do torneio não deixa de ser motivo de reclamação, já que jogaram as primeiras 3 partidas fora de casa, sendo que duas delas foram confrontos muito desgastantes contra os All Blacks.

No próximo sábado, a Austrália receberá a Nova Zelândia em Sydney, tentando assumir a liderança do torneio

AUSTRÁLIA: 16
Tries: Lote Tuqiri, Stirling Mortlock
Pênalti: Matt Giteau
Drop Goal: Berrick Barnes

ÁFRICA DO SUL: 9
Pênaltis: François Steyn (2), Butch James

CLASSIFICAÇÃO:
Nova Zelândia (5 Pontos, 2 Jogos)
África do Sul (5 Pontos, 3 Jogos)
Austrália (4 Pontos, 1 Jogo)

MELHORES MOMENTOS:



17 July, 2008

Em país de descamisado, quem veste a camisa é jogador dos Pumas.

Filed under: Geral


Em pesquisa recente realizada pelo Diário Olé, a seguinte pergunta foi feita aos leitores: ¿Cuál es la Selección que siente más la camiseta argentina? (”Sentir a camiseta”, aqui, refere-se ao espírito de luta e doação, não ao ato de pipocar). As opções eram a albiceleste do futebol, a seleção de basquete, os Pumas do rugby e as Leonas do insólito hóquei na grama feminino.

A encuesta apontou os Pumas em primeiro lugar com amplo domínio sobre as outras alternativas. 57,2% dos mais de 50 mil votantes escolheram a seleção de rugby como a mais aguerrida.

Em segundo lugar, com apenas 18,1% dos votos, ficou a seleção de futebol, seguida de perto pela de basquete, que somou 16%. A seleção feminina de hóquei na grama ficou em último lugar, com apenas 8,7% dos votos. (Da próxima vez, vistam a camisa e peguem no taco como se fosse um jundiá fora d’água, suas vagabundas!).

De fato, a forma como os jogadores de rugby da pátria dos descamisados se emocionam com mucha passión ao ouvir o hino argentino é comovente (muchos llorán, inclusibe). Isso gera uma identificação imediata com o cidadão comum, que vê 15 atletas em campo representando o seu povo, e não um bando de vagabundos mascando chiclete e pensando no próximo contrato que vão assinar com o Manchester United. Mesmo com o rugby sendo apenas o terceiro esporte em popularidade, os Pumas ganharam o reconhecimento de todo uma nação na última Copa.

O que nos leva a outro importante assunto que abalou o rugby argentino na última semana: a aposentadoria internacional do capitão Agustín Pichot (o terceiro da esquerda à direita, na foto). Ficha, como é conhecido em seu país, afirmou que decidiu parar de defender as cores da Argentina por não se considerar mais em boa forma física e técnica. O scrum-half de 33 anos liderou o seu time às semifinais da Copa de 2007, sendo um dos principais jogadores da equipe. É uma atitude honrada, que mostra o comprometimento dos atletas com uma causa em comum: representar bem o país, sem brincar em serviço.

Ah, se nossos futebolistas tivessem o mesmo senso de dignidade dos rugbiers argentinos. Fico imaginando o Gilberto Silva falando pro Dunga “professor, com esse meu futebolzinho, atualmente só dá pra jogar no Panathinaikos e olhe lá…”, ou o Robinho convocando uma coletiva de imprensa para comunicar aos torcedores: “Resolvi solicitar minha aposentadoria na seleção por ter me dado conta de que sou um baita pipoqueiro. Não quero prejudicar a seleção do meu país com meus dribles cretinos e ineficientes. Além do mais, toda vez que puxo a sunga do Diego na banheira de hidromassagem, sinto uma sensação estranha percorrer meu corpo.”. Mas não… Em vez disso, só o que temos são pesadelos onde o Cafu aparece vestindo a camisa da seleção na Copa da África do Sul, aos gritos de “EU FALEI QUE AINDA NÃO TINHA ME APOSENTADO!”.

15 July, 2008

GreNal de rugby termina empatado

Filed under: Geral, Brasil

A notícia é velha, mas como o blogby esteve em um “hiato por tempo indeterminado” na data em que ela aconteceu (outra forma de dizer “mofando na vagabundagem”), resolvi publicar somente agora.

Nos dias 16 e 17 de Fevereiro deste ano, foi realizada na praia de Torres (RS) a 1a. Copa Sul-Americana de Rugby de Areia. A competição contou com a participação de equipes conhecidas do rugby nacional, como o SPAC de São Paulo e o Charrua de Porto Alegre. Porém, o que mais chamou a atenção foi a realização do primeiro GreNal de rugby da história, que terminou empatado em 15 a 15.


Repare como o atleta colorado, mostrando superioridade física e moral, aproveita o ruck para enterrar a cabeça do jogador TCHECO na areia com o joelho, humilhando-o. Observe também que mesmo com uma ronaldesca barriga de chope, nosso pilar manteve o fôlego de forma admirável, garantindo o empate para a representação colorada.

Segundo o site da Prefeitura de Torres, o evento “gerou grande mídia espontânea na televisão e chamou a atenção de muitos turistas, especialmente os argentinos, grandes admiradores e praticantes deste esporte”.

DROPOUT aplaude a iniciativa, pois entende que uma das melhores formas de popularizar o rugby no Brasil é fazê-lo pegar carona com o futebol. No entanto, ainda aguardamos o primeiro GreNal de rugby de fato, pois rugby seven na areia é, no máximo, o equivalente do rugby para o famigerado beach soccer. Além disso, o Grêmio deveria confeccionar uma camiseta com listras horizontais para a ocasião, já que o padrão com listras verticais inexiste no esporte da bola oval.

13 July, 2008

Tri Nations: Nova Zelândia 28 - 30 África do Sul


Em uma grande partida, a África do Sul bateu a Nova Zelândia fora de casa, pelo placar de 30 a 28. A vitória marcou o fim de um tabu de 10 anos sem vitórias sul-africanas em território neo-zelandês, e também encerrou a série de 30 jogos invictos dos All Blacks em seus domínios.

Antes mesmo do jogo começar, a expectativa era grande, pois durante toda a semana que antecedeu o confronto, houve um bate-boca na imprensa ao melhor estilo semana Gre-Nal. Entretanto, após o apito inicial, o que se observou foi um jogo lento, devido a uma chuva de pênaltis proporcionada pelo árbitro Matt Goddard. O juíz da partida demonstrou uma rigidez germânica na marcação das infrações, não perdoando em nenhum momento rucks avacalhados e impedimentos. Assim, o placar logo chegou aos dois dígitos, graças à pontaria certeira dos batedores: Dan Carter do lado neo-zelandês, e Percy Montgomery do lado sul-africano.

O primeiro try da partida aconteceu aos 30 minutos, quando o placar já estava 12 a 9 para os Tudo-Preto. Após um scrum a cinco metros da linha de try, o oitavo sul-africano recolheu a bola rapidamente e passou para o ponta J.P. Pietersen, que apoiou a bola no ingoal neo-zelandês. Em seguida, um drop de Butch James e um pênalti de Dan Carter encerraram o 1o. tempo de jogo com a África do Sul liderando o marcador por 17 a 15.

No início do segundo tempo, a Nova Zelândia passou à frente no marcador com um bonito try do reserva Sione Lauaki. Os All Blacks continuaram atacando com velocidade e quase marcaram em outras duas ocasiões.

Faltando dez minutos para o fim da partida, os Tudo-Preto seguiam com a vantagem de cinco pontos, liderando o marcador por 28 a 23. O capitão sul-africano Victor Matfield foi punido com um amarelo após aplicar uma chave-de-braço e deixou o seu time com 14 jogadores em campo. Parecia que os All Blacks ganhariam a partida com relativa facilidade, até que o sul-africano Enrico Januarie virou o jogo para os Veados Saltitantes com o lance mais bonito da partida. O scrum-half recebeu a bola quase na metade do campo e foi até a linha de try, escapando do tackle adversário com um balãozinho sobre o neo-zelandês Leon McDonald. Foi um verdadeiro try de placa, que garantiu a vitória dos Springboks com a conversão de François Steyn.

Apesar de um ligeiro domínio dos Tudo-Preto, os Veados Saltitantes voltaram a mostrar as armas que garantiram o título da Copa de 2007: um lineout impecável, aliado à grande habilidade individual de alguns atletas. No próximo sábado, os Wallabies estréiam no torneio, recebendo os Springboks em Perth.

NOVA ZELÂNDIA: 28
Try: Sione Lauaki
Conversão: Dan Carter
Pênaltis: Dan Carter (6)
Drop Goal: Dan Carter

ÁFRICA DO SUL: 30
Tries: J.P.Pietersen, Enrico Januarie
Conversão: François Steyn
Pênaltis: Percy Montgomery (3), Butch James (2)
Drop Goal: Butch James

Melhores momentos:



11 July, 2008

All Blacks têm scrum-half paisagista.


O rapaz aí em cima é Andy Ellis, scrum-half titular dos Tudo-Preto para o Tri Nations 2008. Ellis tem 24 anos e era apenas a terceira opção para vestir a camisa 9 neo-zelandesa. Porém, com a aposentadoria internacional de Byron Kelleher e a lesão de Brendon Leonard, ganhou a titularidade para o torneio.

Ellis afirma que jogava rugby apenas porque gostava, e estava disposto a seguir carreira trabalhando com paisagismo, curso que estudou durante 3 anos na universidade. Não considerava a opção de ser jogador profissional, até receber uma proposta para disputar o Campeonato Neo-Zelandês de Províncias. Daí para o Super 14 foi pouco tempo: logo tornou-se o titular do Crusaders, e ajudou sua equipe a conquistar o prestigiado torneio na edição deste ano.

Isso é uma particularidade muito interessante do rugby. É como o jogador da seleção inglesa Joe Worsley, o qual recentemente afirmou que cultivar flores e tocar piano são seus maiores hobbies. Nada errado nisso, até porque no rugby a idéia de que o jogador não precisa arrotar num banquete presidencial para ser viril e raçudo já é compreendida por todos.

Andy Ellis e os All Blacks enfrentam a África do Sul neste sábado, as 4:35 da manhã. Quem estiver chegando em casa após aquele porre maroto na balada, poderá acompanhar o jogo acessando este site minutos antes da partida começar.

7 July, 2008

Tri Nations abre com vitória neo-zelandesa.


No último sábado, Nova Zelândia e África do Sul deram o pontapé inicial para o Tri Nations, a competição de seleções mais importante do hemisfério sul. A partida, que foi realizada em Wellington (Nova Zelândia), terminou com vitória dos famosos Tudo-Preto por 19 a 8. As duas seleções voltam a se enfrentar no próximo sábado, novamente na Nova Zelândia. A Austrália só joga daqui a duas semanas.

A partida começou tumultuada. O neo-zelandês Brad Thorn resolveu antecipar as Olímpiadas de Pequim, aplicando um wazari de Judô no sul-africano John Smit, logo aos 6 minutos de jogo. A jogada foi de uma ignorância notável, mas é inegável que também possui uma certa beleza plástica em toda a sua colossal brutalidade. Thorn ergueu Smit até deixar o corpo do sul-africano suspenso no ar, na posição horizontal, para finalmente arremessá-lo contra o chão. Como era de se esperar, a rosca fechou em grande estilo, com os springboks mostrando todo seu espírito de equipe aos all blacks sob a forma de empurrões, pontapés e safanões.

O que havia começado pegando fogo seguiu quente até o final da partida. Os Tudo-Preto tomaram a dianteira no marcador, convertendo 3 penais e fazendo 9 a 3 no placar, mas os Springboks encostaram com um try do sempre espetacular Bryan Habana. A partida foi para o intervalo com os neo-zelandeses liderando por apenas um ponto. Porém, logo aos 5 minutos do segundo tempo, as esperanças dos Springboks foram desfeitas, com um try convertido de Jerome Kaino. Já no final do jogo, a Nova Zelândia anotou mais 3 pontos com um penal de Daniel Carter e ampliou o placar para 19 a 8, liquidando a fatura.

Apesar do placar relativamente baixo, foi um jogaço. Por sorte, consegui acompanhar tudo pelo streaming online. Que delícia, essa tal de internets. (Publicarei maiores informações sobre como assistir jogos de rugby pelo computador até sábado).

Abaixo, os melhores momentos do jogo (Repare que em 1:17 há uma bandeira do Brasil pendurada discretamente na arquibancada. Seria uma homenagem da torcida neo-zelandesa ao recente êxito brasileiro no Sul-Americano B? DROPOUT quer acreditar que sim!):

























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