30 June, 2008

Trinidad e Tobago, pode esperar!


O Brasil bateu o Paraguai por 15 a 6 no último domingo e conquistou o Sul Americano B! As informações são do site Rugby Mania.

Além de seguirem vivos nas Eliminatórias, nossos paulista colocam um fim a um tabu de 15 anos sem vitórias contra os paraguaios. De quebra, voltarão a disputar o Sul-Americano A e, pela primeira vez na história, entrarão no rol das 30 melhores seleções do mundo! (A informação é do técnico brasileiro. Se ele estiver falando bobagem, a culpa é dele…).

Sem dúvida, foi uma grande vitória. Talvez a mais importante da seleção brasileira de rugby nos últimos anos. Portanto, parabéns aos jogadores e à comissão técnica! Agora, nosso próximo passo é massacrar Trinidad e Tobago, para depois, enfrentar Chile e Uruguai.

DROPOUT seguirá acompanhando e prestigiando a seleção brasileira nas Eliminatórias da Copa. Portanto, fiquem ligados!

Valeu, Brasil!

28 June, 2008

UPDATE: Sul-Americano B

O Brasil passou com facilidade por Colômbia, Venezuela e Peru no Sul-Americano B, aplicando extensas tryadas em todos os três adversários: 34 a 6 contra a Colômbia, 56 a 8 contra a Venezuela e 59 a 0 contra o Peru. A decisão do título ficará para a última partida, contra o anfitrião Paraguai, que também atropelou os seus adversários com tryadas ainda maiores, razão pela qual a boa campanha brasileira não é motivo para entusiasmo. Quem vencer o confronto, não só levantará o caneco, como também terá o privilégio de só ser eliminado das Classificatórias para a Copa de 2011 em uma situação futura. 

Portanto, vamos cruzar os dedos e torcer para a rapazeada do técnico francês-casado-com-brasileira Pierre Paparemborde vencer o embate final nesse domingo, às 17h. O negócio do Brasil não é ser eliminado por esses paraguaios chinelões. Nosso negócio é ser eliminado por Uruguai e Chile! Pra cima deles, Brasil!

Confira abaixo a tabela do torneio até o momento e a classificação geral:

Quinta 19/06      
BRASIL 34 x 6 Colômbia
Paraguai 44 x 3 Venezuela

Domingo 21/06     
Colômbia 15 x 32 Venezuela
Paraguai 71 x 0 Peru

Segunda 23/06     
Peru 20 x 25 Colômbia
BRASIL 56 x 8 Venezuela

Quinta 26/06     
BRASIL 59 x 0 Peru
Paraguai 60 x 7 Colômbia

Domingo 29/06 (Amanhã)     
Peru x Venezuela
Paraguai x BRASIL

CLASSIFICAÇÃO:
1. Paraguai: 15 Pontos, 3 Jogos (Saldo de pontos: 165, Saldo de tries: 28)
2. Brasil: 15 Pontos, 3 Jogos (Saldo de pontos: 135, Saldo de tries: 21)
3. Colômbia: 8 Pontos, 4 Jogos
4. Venezuela: 7 Pontos, 3 Jogos
5. Peru: 4 Pontos, 3 Jogos

PONTUAÇÃO:
Vitória: 4 Pontos
Empate: 2 Pontos
Derrota: 1 Ponto
Marcar 4 tries ou mais: +1 Ponto
Perder por até 7 pontos de diferença: +1 Ponto

18 June, 2008

Brasil inicia caminhada rumo à Copa!

Amanhã, em Assunção, no Paraguai, a seleção brasileira de rugby estréia no Sul-Americano B, competição essa que também fará parte das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2011.  O Brasil é o atual bicampeão do Torneio, mas é importante salientar que na última edição, o Brasil não enfrentou o Paraguai, uma das potências do rugby sul-americano de segundo escalão. Isso porque os cartolas do esporte da bola oval, que estão fazendo o possível para deixar o rugby internacional cada vez mais confuso e bagunçado, decidiram que o Paraguai era bom demais para disputar o Sul Americano B, mas ruim demais para disputar o Sul Americano A.

Os paulista vão enfrentar Colômbia, Venezuela e Peru, além do anfitrião Paraguai. Você deve estar se perguntando por que diabos a Argentina, que foi semifinalista da Copa de 2007, não disputa o Sul-Americano: isso ocorre porque a Argentina tradicionalmente disputa o Sul-Americano A, com os selecionados ligeiramente apresentáveis de Chile e Uruguai, além de já estar classificada para a próxima Copa.

O vencedor deste Sul-Americano passará adiante nas eliminatórias para a Copa de 2011 e jogará contra o campeão da NAWIRA B (uma espécie de segunda divisão da CONCACAF do Rugby) em jogo de ida e volta. O campeão da NAWIRA B já está definido e é Trinidad e Tobago.

O vencedor desta partida seguirá adiante, num triangular, contra Uruguai e Chile. O primeiro colocado nesse triangular seguirá adiante contra o perdedor do encontro entre EUA x Canadá. Quem vencer, está classificado para a Copa. Quem perder, disputará repescagem com uma seleção da Europa.

Puta que pariu, que coisa difícil. Por enquanto, não podemos nos dar ao luxo de sonhar com uma classificação para a Copa, mas nunca se deve desistir antes de pisar no gramado. Quem sabe até disputar o Triangular, o Uruguai não resolve nos poupar do confronto mudando de federação, uma vez que a maior parte da população de seu país encontra-se na Europa.

O Brasil também estreará um novo uniforme no torneio, pra lá de bagaceiro. O material é produzido pela francesa Gladia Sport, que produz os uniformes de diversas equipes européias:

Confira abaixo a tabela do torneio:

QUINTA 19/06             
Brasil x Colômbia
Paraguai x Venezuela

DOMINGO 21/06           
Colômbia x Venezuela
Paraguai x Peru

SEGUNDA 23/06           
Peru x Colômbia
Brasil x Venezuela

QUINTA 26/06           
Brasil x Peru
Paraguai x Colômbia

DOMINGO 29/06
Paraguai x Brasil
Peru x Venezuela

4 June, 2008

Regras da discórdia (Parte I)

Filed under: Geral

No rugby, assim como em todos esportes com exceção do futebol, as regras são atualizadas conforme a prática do esporte evolui ao longo dos anos. Normalmente, essas mudanças são pequenas e não alteram significativamente o jogo, além de não ocorrerem com muita freqüência. Nos últimos anos, no entanto, a IRB propôs a criação de um número bem mais elevado de alterações nas regras do rugby, que poderão mudar bastante a cara do esporte, caso sejam adotadas na íntegra. Esse conjunto de propostas ficou conhecido popularmente como Regras de Stellenbosch, pois foram testadas pela primeira vez em Universidade homônima da África do Sul, no ano de 2006. Desde então, as variações têm sido aplicadas em alguns torneios ao redor do mundo, com destaque para o Super 14 desse ano que, embora não tenha adotado todas as regras experimentais propostas pela IRB, foi uma das primeiras competições de alto nível a admitir o uso delas.

Apesar de haver muita polêmica em torno das novas leis, tudo leva a crer que a maior parte das regras experimentais serão oficializadas em um futuro próximo. Pensando nisso, Dropout organizou um breve sumário das mudanças propostas:

-ÁRBITROS DO JOGO

Alteração: Os árbitros assistentes poderão auxiliar o árbitro principal conforme este requerer
Como é hoje: Os árbitros assistentes passam a maior parte do tempo coçando.
Comentário: É uma modificação interessante. Os árbitros assistentes poderão preparar café para ser consumido no intervalo do jogo, bem como buscar os filhos do juíz na escola. É uma das propostas que passou despercebida, justamente por não mexer diretamente no jogo. Mexe em um assunto de política interna da arbitragem, o que não nos diz respeito. Eles que são brancos que se entendam.
Falando levemente sério, a regra refere-se à solicitação de palpites por parte do árbitro. Acompanhe o exemplo abaixo:

-Ô Marrubson, vem aqui… Aquela bola foi dentro ou fora?
-Não sei juíz, eu tava fazendo café.

Boa mudança, na minha opinião!

-MAUL

Alteração: O maul (volante) poderá ser derrubado pelos adversários.
Como é hoje:
O maul não pode ser derrubado. A equipe que infringir essa regra está sujeita a penalidades.
Comentário:
Muita gente ficou de cabelo pé com essa sugestão. Os críticos afirmam que derrubar o maul (volante) não só inviabilizaria a jogada, como também representaria graves riscos à saúde dos atletas derrubados. De fato, estar no chão enqüanto um amontoado de gordos está caindo sobre o seu rosto não só é perigoso, como também é muito desagradável. Além da possibilidade de lesionar-se, há o risco de morrer asfixiado. Pelo o que vi nesse vídeo, não há maul que resista a dois ou três trombadinhas empurrando a jamanta. Assim, creio que procede a reclamação de que a nova regra condenaria a jogada a um desuso quase imediato. Idéia de jerico, essa aí. Salvem as jamantas, pessoal.

-SCRUM

Alteração: A linha de impedimento para todos os backs com exceção do Scrum-Half passa a ser 5m atrás da linha de base do scrum.
Como é hoje:
A linha de impedimento para todos os backs com exceção do Scrum-Half é a linha de base do scrum.
Comentários: Excelente mudança. É comum a bola sair de scrum direto para um ruck. Com os 5 metros de folga, haverá mais espaços para a equipe que ganhou a posse de bola atacar. Dessa forma, os scrums serão levados mais a sério, e os backs também vão encará-los como uma boa oportunidade de ganhar território, já que terão praticamente 5m para avançar com a linha de forwards do adversário desarrumada.

 

 

-BANDEIRINHA DO ESCANTEIO

Alteração: As bandeirinhas serão retiradas.
Como é hoje: Há bandeiras (ou paus, ou estacas, ou cotocos…) fincadas em cada corner do campo, na junção da linha de touch com a linha de try. Se o jogador encosta na bandeira antes de apoiar a bola no ingoal, o try é anulado.
Comentários: Outra boa mudança. Não há motivo algum para que um jogador que não encostou na linha de touch tenha o seu try anulado, só porque roçou a bunda no pau (epa!) da bandeira. De fato, a bandeira só atrapalha. Tira essa bandeira daí, tche.

Essa foi a primeira parte da série sobre as regras experimentais. Na segunda parte, veremos as reformulações que lidam, direta ou indiretamente, com a questão do lineout, as quais merecem um post especial. Até lá.

1 June, 2008

Várias competições acabam!

O tempo passa rápido quando não atualizamos blogs! Parei de atualizar por algumas semaninhas e um bocado de coisas muito importantes aconteceram no mundo do Rugby! É importante lembrar que, quando iniciei esse projeto, não prometi atualizações seguidas. Meu projeto inicial era atualizar o blogby a cada 18 meses. Claro que, com o final da Copa do Mundo de 2007 e um interesse renovado pelo esporte, acabei documentando mais coisas do que realmente deveria. Também dei falsas expectativas a uma meia dúzia de pessoas que frequentam este blog. No entanto, sinto uma certa responsabilidade com a nobre missão de divulgar o curioso esporte da bola oval para o público brasileiro, em uma época que o rugby passa por um processo de popularização cada vez maior ao redor do mundo. Além do mais, onde há argentino, deve haver brasileiro. Nem tanto pela rivalidade, mas pelo fato do mundo estar ficando cada dia mais homogêneo e homossexual. Penso que será importante para a integração dos povos latino-americanos a prática do rugby, para que possamos todos nos dar as mãos nessa caminhada em rumo à liberdade e à soliedariedade e outras coisas de viado. (Estou brincando pessoal, eu apoio regimes democráticos.). É por esse motivo que me sinto forçado a atualizar esta coisa. Vamos então às atualizações mais importantes:

A Heineken Cup já acabou faz horas. O Munster sagrou-se campeão no dia 24 de Maio. O time da Irlanda bateu o Toulouse por 16 a 13 na final e ganhou o segundo título continental da sua história. Apesar de ter perdido a partida, o time francês protagonizou o try mais bonito do jogo, que você pode conferir logo abaixo nesse simpático compacto de 8 minutos que fiz questão de postar aqui:


Vi o jogo e posso afirmar que, para uma final, o nível de competição foi muito bom. O Munster dominou o jogo a maior parte do tempo, mas nem por isso o Toulouse se entregou. Os franceses chegaram a ameaçar o time da Irlanda algumas vezes. No entanto, pagaram um preço caro pelos seus diversos erros, principalmente no final da partida.

Outra competição de grande importância no cenário internacional, o Six Nations, já acabou há décadas. Quem faturou foi o País de Gales, que encerrou o campeonato com 100% de aproveitamento. Para quem protagonizou um fiasco na última Copa do Mundo, o título foi uma ótima forma de dar a volta por cima. Parabéns, Gales!

Porém, outra competição de enorme importância acabou há apenas um dia. Como Dropout é o blogby de rug atualizado com maior freqüência no Brasil, informamos de primeira mão que o Super 14, uma competição que reúne 14 equipes da África do Sul, Austrália e Nova Zelândia, acabou no último dia 31 de Maio, com uma vitória do Crusaders (Nova Zelândia) sobre o Waratahs (Austrália) por 20 a 12. Não vi o jogo, por isso não posso comentar. A única coisa que sei é que o Super 14 de 2008 deu o que falar, por ter sido o primeiro torneio de maior escala a admitir algumas mudanças nas regras do jogo, propostas pela IRB. As alterações visam tornar o rugby um esporte mais rápido, dinâmico e fácil de entender, tanto para o observador casual quanto para a arbitragem. Nos últimos meses, o debate em torno das novas regras tem gerado muito bate-boca, dedo-na-cara e pontapé-no-saco. De um lado, há aqueles que entendem que as regras vão resultar em jogos menos truncados e entediantes, e que por isso deveriam ser implementadas o quanto antes. Do outro, há quem pense que as mudanças vão alterar significativamente a cultura tática do esporte, obrigando todos as equipes a adotarem o mesmo estilo de jogo.

Pessoalmente, com meu olhar de apreciador diletante do rugby, consigo ver tanto aspectos positivos quanto negativos nas novas regras. Acho que o caminho a ser seguido é adotar apenas as regras menos polêmicas em um primeiro momento e ver o que acontece. Mas isso é assunto para um novo post, que será publicado nos próximos dias. Até lá!























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